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“Cheiro de acordão”: como ministros de Lula veem nova internação de Bolsonaro

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Ministros do governo Lula afirmaram nos bastidores que sentiram “cheiro de acordão” após a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que passou mal no presídio da Papudinha e foi levado para um hospital em Brasília. A avaliação entre auxiliares do Planalto é de que a transferência pode abrir caminho para uma mudança no regime de prisão, segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles.

A suspeita é de que a ida ao hospital faça parte de um entendimento que poderia resultar na concessão de prisão domiciliar. Segundo integrantes do governo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está sob pressão política e poderia buscar uma solução que reduzisse o desgaste envolvendo o caso.

Os ministros lembram que a internação foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais ainda no início da manhã. Pouco depois, o advogado Paulo Bueno, que integra a defesa do ex-presidente, voltou a pedir publicamente a transferência para prisão domiciliar.

Auxiliares do governo consideram que a proximidade entre os fatos reforçou a desconfiança. Na avaliação interna, Moraes poderia ter interesse em aliviar a tensão política em torno do Supremo, especialmente diante da repercussão do Caso Master.

Momento em que Bolsonaro é levado a hospital. Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star após apresentar piora no estado de saúde. O boletim médico informou que ele foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral e iniciou tratamento com antibióticos intravenosos e acompanhamento intensivo.

Segundo os médicos, o ex-presidente apresentou febre alta, calafrios, sudorese, vômitos e falta de ar durante a noite. Ele estava preso em sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, quando houve agravamento do quadro clínico.

O comunicado do hospital informou que “foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. No momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo”.