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Presidente do Paraguai diz que apoia classificar PCC e CV como terroristas

O presidente do Paraguai, Santiago Peña. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que apoia a possibilidade de Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista ao Valor Econômico, ele disse que o próprio país  adotou essa medida recentemente e que a decisão permitiu ampliar o uso das forças de segurança no combate ao crime organizado.

“A opinião do Paraguai é favorável, por isso tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos”, disse Peña. Ele alegou que a presença dessas facções no país era motivo de preocupação e justificou a medida adotada pelo governo paraguaio.

O presidente disse que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade. “Tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio e essa designação nos ajudou a poder utilizar de maneira mais efetiva as forças de segurança e as forças militares”, afirmou.

“Nós estamos enfrentando o crime organizado. Nós estamos enfrentando e temos uma posição firme e que vamos continuar lutando contra as organizações criminais, tanto nacionais como internacionais”.

Pichações do CV e PCC em disputa territorial. Foto: Reprodução

Ele também falou sobre negociações comerciais e defendeu que os países do Mercosul mantenham acordos em bloco, em vez de tratativas isoladas. “O Paraguai acredita na negociação do bloco do Mercosul. Acreditamos que sempre negociando como bloco vamos ter mais força”, afirmou.

Para Peña, acordos bilaterais com os Estados Unidos dificilmente resultarão em tratados de livre-comércio neste momento.

Sobre a relação com o Brasil, o mandatário disse que as negociações sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu continuam e que existe intenção de concluir o acordo. “Temos o desejo de poder concluir o mais rápido possível, mas também sabemos que é um acordo que tem mais de 50 anos, então não é algo que se pode solucionar rapidamente”, afirmou. Segundo ele, o diálogo entre os dois países segue aberto.