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Ex-desembargador bolsonarista ataca Moraes após internação do inelegível: “Criminoso”

Sebastião Coelho e Alexandre de Moraes. Foto: reprodução

O desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Sebastião Coelho, atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta sexta-feira (13). As declarações ocorreram poucas horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ser levado ao hospital em Brasília com um quadro de pneumonia.

Em publicação nas redes sociais, Coelho pediu que apoiadores intensifiquem as orações pelo ex-presidente e, em seguida, direcionou críticas diretas a Moraes. “Quero mandar um recado para você, Alexandre de Moraes. Não vou chamar de senhor não, você não merece esse tratamento”, afirmou. “A vida de Bolsonaro está nas suas mãos, entenda bem isso”.

O desembargador aposentado também responsabilizou o ministro por qualquer agravamento do quadro de saúde do ex-presidente. “Qualquer coisa que acontecer com Bolsonaro, você, Alexandre de Moraes, seu criminoso, é o único responsável. Entenda isso”. Ao final da mensagem, ele voltou a pedir apoio dos seguidores: “Vamos orar, pessoal. Deus tem o controle de tudo”.

Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, na Asa Sul, em Brasília, após passar mal na cela da Papudinha, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

Segundo o médico cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, o estado de saúde é considerado grave. “O estado dele é grave. O quadro é grave porque, na verdade, começou nesta madrugada. E tem um exame específico, que se chama procalcitonina, que sobe nas infecções agudas. E ela sobe só em infecções mais graves, e a dele aumentou de forma drástica na primeira coleta que nós fizemos”, explicou.

De acordo com o médico, exames confirmaram a presença de broncopneumonia bilateral, mais intensa no pulmão esquerdo. “E o que chama a atenção: este quadro, esta pneumonia, é maior, mais acentuada em relação às outras todas que ele já teve. Isso requer um cuidado especial agora”, afirmou Brasil Caiado.

O cardiologista também lembrou que Bolsonaro apresentou um episódio semelhante em agosto do ano passado e que exames posteriores ainda indicavam resquícios da infecção. “Na avaliação que nós fizemos de controle de tomografia em dezembro, ainda tinha um resquício da pneumonia de agosto. Quer dizer, mostrou que o organismo fica com essa recorrência de pequenas broncoaspirações”.

Segundo ele, o ex-presidente segue em monitoramento constante na UTI. “O foco agora é não deixar que a infecção progrida. É um risco. Nós não sabemos como evoluirá, então, é necessário monitoramento o tempo todo, ajuste de medicamento o tempo todo”, concluiu.