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Pastora brasileira é acusada de falsificar credenciais e presa nos EUA

Dra. Verbênia Sousa presa nos EUA. Foto: reprodução

A pastora brasileira Verbênia Sousa foi presa no último domingo (15) em Orlando, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, no âmbito de uma investigação federal que apura a venda de credenciais falsas associadas a órgãos do governo estadunidense. O nome dela foi registrado no sistema prisional do Condado de Orange com retenção por imigração, o que indica que está sob custódia do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE).

A detenção ocorre durante apurações sobre a organização Chaplain Emergency Management Agency (CEMA), suspeita de comercializar títulos falsos de capelania federal e utilizar indevidamente símbolos e selos de agências do governo dos Estados Unidos.

Segundo o Brazilian Times, as autoridades investigam um esquema que teria distribuído distintivos, certificados e identificações apresentados como ligados a instituições federais.

De acordo com documentos citados na investigação, Verbênia Sousa teria se apresentado como diretora da CEMA na Flórida. As autoridades apuram se ela colaborou com a estrutura que promovia treinamentos e eventos nos quais eram vendidos materiais que sugeriam vínculos oficiais com órgãos federais, apesar de não possuírem reconhecimento governamental.

A investigação aponta que a organização é supostamente liderada por Mario Cesar dos Santos Jr., preso em fevereiro deste ano. Ele foi indiciado por um grande júri federal sob acusação de uso fraudulento de selos do governo dos Estados Unidos.

Mario Cesar dos Santos Jr., também preso nos EUA. Foto: reprodução

Segundo o Departamento de Justiça, Dos Santos é apontado como presidente da Chaplain Emergency Management Agency Inc., entidade que se apresentava como associada a estruturas federais de resposta a emergências.

A acusação aponta que a organização utilizava selos e símbolos oficiais de órgãos como o Departamento de Segurança Interna (DHS), a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA) e o FBI. Esses emblemas teriam sido empregados na produção de crachás, distintivos e certificados que davam aparência de legitimidade governamental à entidade.

Investigadores afirmam que nem Dos Santos nem a organização possuem qualquer vínculo oficial com o governo federal, e que o uso desses símbolos sem autorização pode configurar crime federal.

As autoridades também investigam se compradores das credenciais utilizavam os materiais para simular autoridade ou algum tipo de vínculo institucional. Parte dos participantes dos treinamentos seria composta por imigrantes brasileiros e estrangeiros residentes nos Estados Unidos.

Segundo relatos reunidos pelos investigadores, em alguns casos teria sido sugerido que os certificados ou distintivos poderiam permitir colaboração com autoridades em situações de emergência ou oferecer algum tipo de proteção em eventuais fiscalizações migratórias.

A investigação começou após denúncias sobre o uso indevido de símbolos de agências federais. Agentes realizaram diligências e operações disfarçadas, adquirindo materiais da organização para reunir provas do funcionamento do esquema.

Mario Cesar dos Santos Jr. responde à acusação de uso fraudulento de selos do governo dos Estados Unidos, crime que pode resultar em até cinco anos de prisão federal, além de multas. O caso segue em andamento e novas acusações não estão descartadas.