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Mendonça barra acesso da CPMI do INSS a dados íntimos de Daniel Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), falando
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) – Reprodução

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS não tenha acesso a dados pessoais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, armazenados na sala-cofre do colegiado. A decisão estabelece que o material permaneça restrito e sem consulta por integrantes da comissão. Com informações do UOL.

Na decisão, Mendonça também proibiu qualquer acesso aos arquivos guardados no local. Segundo o ministro, a medida foi adotada para preservar informações relacionadas à vida privada dos investigados.

O despacho ainda determina que a Polícia Federal recolha todos os equipamentos armazenados na sala-cofre. Além disso, o conteúdo que envolve aspectos pessoais de Vorcaro não poderá ser compartilhado com a CPMI do INSS.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em pé, falando, de roupa social
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master – Reprodução

Na última semana, Daniel Vorcaro alterou sua equipe de defesa. Deixaram o caso os advogados Pierpaolo Bottini e Roberto Podval, e a representação passou a ser conduzida por José Luis Oliveira Lima, que já atuou na defesa do general Walter Braga Netto e do ex-ministro José Dirceu.

André Mendonça também havia determinado a prisão de Vorcaro após investigações da Polícia Federal apontarem a atuação de um grupo chamado “A Turma”. De acordo com as apurações, o grupo reunia o banqueiro e auxiliares e realizava ações contra pessoas consideradas adversárias.

Entre os alvos identificados nas investigações está o jornalista Lauro Jardim. A Polícia Federal aponta ainda que Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, acessava sistemas oficiais para obter informações sigilosas relacionadas a investigações e a pessoas citadas no inquérito.

Luiz Phillipi Mourão também foi preso, mas morreu enquanto estava sob custódia na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte. O caso segue sob investigação, com análise de registros de câmeras e aguardando laudos periciais.