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Estadão junta-se à direita e entra em êxtase com a ‘derrota do Brasil’ no Oscar. Por Moisés Mendes

Logo do Estadão. Foto: Divulgação

Vejam o tom de comemoração do Estadão, no começo da madrugada de segunda-feira, como se fosse a corneta sendo tocada pela direita fascista eufórica porque O Agente secreto volta sem estatuetas:

“Em quinta derrota da noite para o Brasil, ‘Uma Batalha após a Outra’ leva a estatueta de Melhor Filme”

O jornal faz questão de destacar que o derrotado é o Brasil. E que foram cinco derrotas. A torcida ao lado da direita antiga e do fascismo se manifesta de várias formas, até na festa do Oscar.

Os adoradores e colaboradores da ditadura, entre os quais o Estadão, se sentem vingados porque aquele período não deve ser lembrado nem no cinema.

Na manhã de segunda, o jornal tirou o pé e a manchete ficou assim, mais fofa, resignada e até cívica:

Manchete do Estadão. Foto: Reprodução

“Perder ou ganhar faz parte, mas o maior flop do Oscar foi ‘Marty Supreme’, que saiu sem nada”.

E logo abaixo essa linha de apoio:

“Não deu para ‘O Agente Secreto’, que das quatro indicações, nenhuma redundou em prêmio, mas o cinema brasileiro teve boa presença nessa disputa”, escreve Luiz Zanin Oricchio”

Entenderam? Perder ou ganhar faz parte do jogo, diz o crítico. Nem Cesar Tralli faria uma manchete melhor.