
A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a prisão do tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, após investigações sobre a morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. Ela foi encontrada morta com um tiro na cabeça no mês passado, dentro do apartamento onde morava com o marido, no Brás, região central de São Paulo.
A Polícia Técnico-Científica anexou laudos ao caso que ajudaram a reforçar os indícios de que a morte não foi um suicídio, como inicialmente registrado. O laudo toxicológico confirmou que Gisele não havia consumido drogas ou bebidas alcoólicas antes de sua morte, e também indicou que ela não estava grávida, como chegou a ser especulado.
Peritos descobriram que havia manchas de sangue espalhadas por outros cômodos do apartamento, o que levanta suspeitas sobre a dinâmica do ocorrido. A polícia aguarda mais resultados complementares dos exames para esclarecer o disparo fatal.
O caso, que inicialmente foi tratado como suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita após a família de Gisele contestar essa versão. Os exames de exumação do corpo revelaram que Gisele apresentava lesões no rosto e no pescoço, possivelmente causadas por pressão, o que indica que ela pode ter sido imobilizada antes do disparo.
Os peritos também afirmaram que não havia sinais de defesa da vítima, o que sugere que ela estava desmaiada ou incapaz de reagir quando foi baleada.