
Uma nova investigação da Reuters afirma ter identificado a verdadeira identidade de Banksy, um dos nomes mais enigmáticos da arte contemporânea. Segundo a apuração, o artista seria Robin Gunningham, atualmente usando o nome David Jones, de 51 anos, natural de Bristol, no Reino Unido.
A conclusão é apresentada no especial “À procura de Banksy” e se baseia em uma série de evidências reunidas ao longo dos anos. Entre elas estão uma viagem à Ucrânia em 2022, fotografias atribuídas a antigos associados e documentos judiciais dos Estados Unidos.
A investigação também menciona “uma confissão manuscrita do artista relativa a uma antiga acusação de contraordenação por comportamento desordeiro”, que, segundo a Reuters, “revelava, sem qualquer dúvida, a verdadeira identidade de Banksy”.
A busca pela identidade do artista não é nova. Em 2008, o Daily Mail já havia apontado Gunningham como o nome por trás das obras. Mais recentemente, um detetive privado espanhol também teria confirmado a informação, incluindo a mudança de nome para David Jones, um dos mais comuns no Reino Unido.

As obras atribuídas a Banksy, como Girl With Balloon, Rage, the Flower Thrower e Kissing Coppers, ajudaram a consolidar sua reputação global. Conhecido por intervenções urbanas com forte crítica política e social, o artista atuou em locais de tensão internacional, como Ucrânia e Cisjordânia.
Apesar das novas conclusões, a defesa do artista contesta a confirmação definitiva da identidade. O advogado Mark Stephens afirmou que o cliente “não confirma que muitos dos detalhes contidos na investigação estejam corretos” e alertou para os riscos da exposição pública.
Segundo ele, revelar a identidade pode violar a privacidade, interferir na obra e colocar o artista em perigo, já que Banksy “tem sido alvo de comportamentos ameaçadores e extremistas”.
O anonimato sempre foi parte essencial da construção artística de Banksy. Mais do que ocultar um nome, a estratégia contribuiu para criar uma figura imprevisível e reforçar o impacto de suas mensagens. Para especialistas, a preservação desse anonimato está diretamente ligada à liberdade de expressão e à capacidade de crítica sem receio de censura ou represálias.









