
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (17) que se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para formalizar um novo pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O encontro ocorreu em meio à internação do ex-presidente no Hospital DF Star, em Brasília. Com informações da CNN Brasil.
“Hoje nós formalizamos um novo pedido de domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes nos recebeu há poucos instantes”, disse Flávio. Segundo ele, a reunião foi direta e focada na situação de saúde do pai. “Foi uma conversa objetiva”.
O senador acrescentou: “Foi bastante tranquila e objetiva e ele num momento oportuno ficou de avaliar o pedido. Nao deu prazo para a decisao, tem o tempo que achar necessario”.
Flávio participou do encontro também como advogado do ex-presidente e reforçou que a solicitação tem caráter humanitário. “O quadro de saúde tende a piorar se ele permanecer onde está”, afirmou. No pedido apresentado ao STF, ele reconheceu que Bolsonaro vem sendo “bem tratado” na unidade onde está detido e que foi “atendido prontamente” ao apresentar problemas de saúde, mas destacou os riscos de manutenção do atual regime.

O senador afirmou ainda que houve manifestação formal de preocupação com o estado clínico do ex-presidente. “Manifestamos ali a nossa preocupação”, disse. Apesar disso, Moraes não estabeleceu prazo para decidir sobre o pedido de domiciliar.
Internado desde a última sexta-feira (13), Bolsonaro deu entrada no hospital após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. De acordo com Flávio, houve melhora recente no quadro e “os remédios estão fazendo efeito”. Ele relatou que encontrou o pai em melhores condições em relação ao dia anterior, inclusive com maior capacidade de se alimentar.
Além de Flávio, o advogado Paulo Amador Cunha Bueno, que atua na defesa do ex-presidente no caso da trama golpista, também esteve no hospital. O senador, que é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, acompanha de perto a evolução clínica e os desdobramentos jurídicos do caso.