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Moro se reúne com Valdemar, articula mudança para o PL e mira o governo do Paraná

Sergio Moro, senador e ex-juiz. Foto: reprodução

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) se reúne nesta quarta-feira (18), em Brasília, com lideranças do Partido Liberal para discutir uma possível filiação à legenda e viabilizar sua candidatura ao governo do Paraná em 2026. O encontro deve contar com a presença do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e do senador Rogério Marinho.

A aproximação ocorre em meio a um redesenho político no estado. O atual governador Ratinho Júnior (PSD) indicou que pode disputar a Presidência da República, o que abriu espaço para novas articulações locais. “É a primeira reunião. Não acredito que batam o martelo já”, afirmou Valdemar antes do encontro.

Nos bastidores, o PL sinalizou que pode oferecer a Moro a legenda para disputar o governo estadual, algo que hoje não está garantido dentro do União Brasil. Apesar de liderar pesquisas de intenção de voto, o ex-juiz enfrenta resistência interna, especialmente no contexto da federação com o Progressistas, cujas lideranças locais não apoiam sua candidatura.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Foto: reprodução

A estratégia do PL inclui utilizar Moro como palanque no Paraná para a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O plano prevê ainda a formação de uma chapa alinhada ao bolsonarismo, com o deputado Filipe Barros concorrendo ao Senado.

Caso a filiação se concretize, a movimentação representará um rompimento com o grupo político de Ratinho Jr., com quem o PL havia sinalizado apoio anteriormente. O governador, por sua vez, ainda não definiu um sucessor, embora aliados do Partido Social Democrático busquem viabilizar candidaturas, como Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca.

Dentro da federação União Brasil-Progressistas, há também articulações alternativas. Uma ala cogita lançar Greca como candidato ao governo, enquanto avalia como positiva a possível saída de Moro para evitar desgaste interno.

Segundo lideranças, o senador enfrentou dificuldades para construir alianças desde a época da Lava Jato, o que ampliou resistências políticas.

No Congresso, parlamentares avaliam que a mudança de partido pode ser anunciada em breve. Procurado, Moro afirmou que não comenta negociações políticas em andamento. O desfecho da reunião desta quarta-feira deve indicar os próximos passos da disputa no Paraná e seus reflexos no cenário nacional.