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Tarcísio vai a Brasília pressionar Moraes por prisão domiciliar de Bolsonaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), viajou para Brasília nesta quarta (18) com o objetivo de pressionar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, seu aliado. O ex-presidente está internado desde segunda (16) devido a uma pneumonia.

Segundo o Globo, nos bastidores, a ida de Tarcísio à capital é vista como uma tentativa de criar uma nova linha de interlocução direta com o STF. O governador tem agendados encontros com ministros como Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Luiz Fux e Edson Fachin.

Também há a expectativa de que ele tente conversar com Alexandre de Moraes, ministro relator do caso, responsável por decidir sobre o regime de prisão de Bolsonaro. A movimentação faz parte de uma estratégia mais ampla do círculo de Bolsonaro, que tem buscado apoio dentro do Supremo, argumentando que a condição clínica do ex-presidente justifica a concessão da prisão domiciliar por questões humanitárias.

Nesta terça (17), advogados de Bolsonaro se reuniram com Moraes para formalizar um novo pedido de prisão domiciliar, acompanhado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem participado ativamente das articulações. Ele afirmou que o pedido foi feito de maneira “objetiva”, e que Moraes avaliaria a situação.

Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Foto: Andre Penner/AP

Auxiliares de Tarcísio afirmam que a viagem também inclui compromissos institucionais, como discussões relacionadas a ações judiciais envolvendo a Sabesp, o que mantém o governo paulista em constante contato com o STF.

Antes de seus compromissos com o STF, Tarcísio participa de um jantar com Flávio e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O encontro visa alinhar os próximos passos da articulação política e jurídica em torno de Bolsonaro, além de discutir a reorganização da agenda do grupo para 2026.

Outro tema importante no encontro é o arranjo político para a eleição de 2026. Tarcísio tem defendido a manutenção de Felicio Ramuth (PSD) como vice, resistindo à pressão do PL, que deseja a indicação de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Em relação à disputa pelo Senado, a segunda vaga continua sendo um tema em aberto. Valdemar tentou discutir o assunto com Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, mas sem uma definição clara. Nos bastidores, vários nomes estão sendo cogitados, incluindo Mário Frias, Marco Feliciano, Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, e o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo.