
O ex-presidente Jair Bolsonaro deve permanecer internado na UTI do hospital onde está sendo tratado até pelo menos sábado, conforme informado pelo cardiologista Brasil Caiado na manhã desta quarta-feira (17). O boletim médico divulgado aponta uma “melhora importante dos marcadores inflamatórios”, mas também revela um “comprometimento razoável” no pulmão esquerdo do ex-mandatário.
De acordo com Caiado, a condição de Bolsonaro segue estável, com uma evolução positiva nos exames de tomografia. A maior preocupação, no entanto, continua sendo o pulmão esquerdo, que apresenta um comprometimento moderado, embora haja uma melhora no lado direito.
“A maior preocupação sempre foi o pulmão esquerdo. Hoje, comparando as tomografias, vemos melhora nos dois pulmões, mais evidente no direito. No esquerdo, ainda há um comprometimento razoável”, afirmou o cardiologista.
Ele foi internado na última sexta-feira, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. A infecção, com provável origem aspirativa, foi tratada com antibióticos intravenosos. Desde então, o ex-presidente tem mostrado sinais de recuperação gradual, mas ainda apresenta cansaço, tosse seca e continua com acompanhamento intensivo.
Além disso, Bolsonaro está realizando fisioterapia respiratória de forma regular. O tratamento com antibióticos, que deve durar cerca de sete dias, já resultou em uma queda nos marcadores inflamatórios e uma melhora nos sintomas respiratórios.

No entanto, o processo inflamatório nos pulmões tende a ser mais lento, o que faz com que a permanência na UTI ainda seja necessária. O cardiologista explicou que a escolha pela UTI é uma medida de prudência, permitindo monitoramento contínuo e resposta rápida a qualquer alteração no quadro clínico.
A expectativa é que Bolsonaro seja transferido para um quarto até o fim da semana, caso sua evolução continue dentro do esperado. No entanto, a mudança de ambiente dependerá do progresso contínuo do ex-presidente. De acordo com Caiado, a transferência não está vinculada ao uso de antibióticos, mas sim à evolução clínica do paciente.
Além da recuperação da pneumonia, os médicos estão monitorando possíveis complicações, como o risco de fibrose pulmonar. Caiado, no entanto, afirmou que ainda é cedo para prever se isso ocorrerá. A equipe médica de Bolsonaro segue avaliando sua evolução, com um olhar atento para qualquer alteração que possa surgir nas próximas horas.
Os boletins médicos anteriores indicam uma melhora clínica gradual desde sua internação, com alguns registros de piora nos primeiros dias, como a elevação dos marcadores inflamatórios e o aumento da função renal. Porém, conforme os antibióticos foram ajustados, a função renal foi recuperada, e os marcadores inflamatórios começaram a cair, refletindo positivamente no quadro geral do ex-presidente.
No dia 16 de março, um boletim apontou uma recuperação na função renal, enquanto os exames de imagem mostraram sinais de melhoria nos pulmões. O último boletim médico, divulgado nesta quarta-feira, confirmou a tendência de melhora, com a redução dos marcadores inflamatórios e a evolução dos exames de imagem.