
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar o inquérito do caso Master por 60 dias, atendendo a um pedido da Polícia Federal feito na terça (17). O objetivo é permitir a continuidade das diligências.
Em sua decisão, Mendonça afirmou que as investigações precisam de mais tempo para serem concluídas de maneira adequada. Investigadores da PF apontaram que ainda há muito material a ser analisado, incluindo documentos, computadores e celulares apreendidos durante as fases da Operação Compliance Zero.
Os itens confiscados incluem mais de 100 celulares, sendo oito de Daniel Vorcaro, envolvido no esquema de fraudes financeiras bilionárias que está sendo investigado no caso. As diligências visam desvendar um esquema de fraudes envolvendo o Banco Master, com prejuízos estimados em mais de R$ 12 bilhões.
“Considerando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais sessenta dias”, escreveu o magistrado na decisão.

O caso investiga a fabricação de carteiras de crédito falsas e o desvio de recursos para o patrimônio pessoal dos envolvidos. Desde o início da Operação Compliance Zero em 2025, a PF tem rastreado o dinheiro desviado e recuperado ativos, com o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores.
A operação já resultou em mandados de busca e apreensão em endereços de Vorcaro e familiares, além de apreensão de bens de luxo e dinheiro em espécie.
Além das fases anteriores, a mais recente etapa da operação, deflagrada em março deste ano, revelou a atuação de um grupo conhecido como “A Turma”, uma milícia privada que monitorava e intimidava adversários e jornalistas investigando o banco.
A PF também identificou servidores do Banco Central envolvidos em ações ilícitas, antecipando informações regulatórias para Vorcaro em troca de propina. Esse cenário levou à nova prisão de Daniel Vorcaro e ao bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens.