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Vorcaro evita citar ministros do STF em delação e tenta reduzir danos no caso Master

Daniel Vorcaro dando entrada na prisão. Foto: reprodução

Segundo informação publicada pela colunista Mônica Bergamo, da “Folha de S.Paulo”, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem dito a interlocutores que não pretende envolver ministros do STF em um eventual acordo de delação premiada no caso que apura a gestão fraudulenta do Banco Master. De acordo com o relato, isso só ocorreria se fosse considerado inevitável no curso das investigações.

Vorcaro teria manifestado essa posição antes mesmo de decidir avançar de forma definitiva para uma possível colaboração com a Justiça. A avaliação atribuída a ele é a de que, para citar integrantes da Suprema Corte, seria necessário apresentar provas robustas, sob risco de rejeição por parte da PGR, de setores da Polícia Federal e do próprio STF.

O ex-banqueiro também ouviu de interlocutores que envolver magistrados da Corte poderia dificultar sua situação judicial. Por esse motivo, a tendência relatada é a de que ele só trate de relações com ministros caso seja questionado diretamente pelas autoridades responsáveis pelos depoimentos.

No caso de Alexandre de Moraes, Vorcaro dizia considerar o ministro um amigo. O texto também menciona a contratação, pelo Banco Master, do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do magistrado, em contrato citado no valor de R$ 129 milhões ao longo de três anos. A publicação afirma que Vorcaro sustentava que o trabalho foi efetivamente prestado pelo escritório.

A advogada Viviane Barci de Moraes e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de perfil, sérios
A advogada Viviane Barci de Moraes e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) – Reprodução

O nome do ministro Dias Toffoli aparecia com menos frequência nas conversas atribuídas a Vorcaro. O texto cita ainda a empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio, que vendeu a um fundo ligado ao Master a participação que mantinha em um resort no Paraná. Não há, no material reproduzido, indicação de prova de ilegalidade envolvendo os ministros.

A matéria também relata que Vorcaro ficou contrariado com o voto de Kassio Nunes Marques pela manutenção de sua prisão na semana passada. Ainda assim, segundo os interlocutores, esse incômodo não teria levado o ex-banqueiro a mudar sua posição sobre uma eventual menção a integrantes do STF em colaboração premiada.