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O que se sabe sobre a ameaça de greve de caminhoneiros bolsonaristas

Caminhoneiros bolsonaristas durante protesto. Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

A ameaça de bolsonaristas de uma nova greve de caminhoneiros voltou a preocupar o governo do presidente Lula diante da alta do diesel e das reclamações sobre o valor do frete. Lideranças da categoria dizem que o movimento ainda não está confirmado, mas permanece em “estado de alerta” enquanto aguardam medidas oficiais.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a categoria só tomará uma decisão depois que as propostas do governo forem formalizadas.

“Vamos aguardar ser publicado no Diário Oficial para ver de que jeito será feito esse travamento”, declarou. Uma assembleia nacional marcada para esta quinta (19), às 16h, em Santos, deve definir se haverá paralisação. O principal motivo da mobilização é o aumento do preço do diesel, impulsionado pela guerra no Oriente Médio e a valorização do petróleo no mercado internacional.

Além do combustível, caminhoneiros reclamam do descumprimento da tabela mínima de frete, criada após a greve de 2018. Segundo representantes do setor, muitas empresas continuam pagando valores abaixo do piso obrigatório, o que reduz a renda dos transportadores autônomos.

Greve de caminhoneiros em 2018. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Para tentar evitar a paralisação, o governo anunciou medidas como reforço na fiscalização da tabela pela ANTT, possibilidade de punição a empresas que descumprirem o frete mínimo, proposta para zerar o ICMS do diesel importado e compensação financeira aos estados pela perda de arrecadação.

Membros do governo apontam que a paralisação tem motivação política. Eles apontam que o setor tem rejeitado negociações e que mobilização ocorre a poucos meses das eleições. Também levantou suspeita a rapidez com que o movimento ganhou força.

Autoridades avaliam que uma greve poderia provocar efeitos semelhantes aos de 2018, com risco de desabastecimento, aumento de preços e bloqueios em rodovias. A Justiça Federal de Santa Catarina já proibiu paralisações no estado.