Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

Medida do governo Lula faz lideranças recuarem da greve dos caminhoneiros

Caminhões paralisados em protesto em 2022. Foto: Edmilson Aguiar/Metrópoles

Lideranças de caminhoneiros decidiram nesta quinta-feira (19), em assembleia realizada no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista, em Santos, não realizar paralisação da categoria. A decisão foi tomada após reunião com representantes de associações que discutiram a situação do setor diante da alta do diesel e dos valores pagos pelos fretes.

Segundo as informações divulgadas, entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores e o Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista optaram por não deflagrar greve. As organizações informaram que vão manter o diálogo com autoridades e acompanhar o comportamento dos preços dos combustíveis.

A possibilidade de paralisação vinha sendo discutida nos últimos dias e entrou no radar do governo federal. O tema ganhou força em meio às reclamações da categoria sobre o aumento do diesel e a defasagem nos valores recebidos pelos fretes.

De acordo com lideranças do setor, o combustível continua sendo o principal ponto de tensão para os caminhoneiros. A avaliação apresentada por representantes da categoria é a de que o avanço do diesel afeta diretamente a rentabilidade das viagens.

No mesmo dia da assembleia, o governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.343/2026. O texto altera regras de fiscalização do piso mínimo do frete e foi apresentado como resposta às demandas do setor em meio à possibilidade de greve.

A medida modifica a Lei nº 13.703/2018 e passa a exigir o Código Identificador da Operação de Transporte, o CIOT, em todas as operações. A nova exigência inclui o detalhamento dos valores pagos e do piso aplicável em cada transporte.

Com a mudança, a Agência Nacional de Transportes Terrestres poderá ampliar a fiscalização e até impedir operações realizadas abaixo do piso mínimo previsto. O governo informou que a medida entra em vigor imediatamente, embora ainda dependa de análise do Congresso Nacional.

O Congresso terá até 120 dias para analisar o texto da medida provisória. Nesse período, a proposta poderá ser mantida, alterada ou rejeitada pelos parlamentares.