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Qual é o impacto de mais uma notícia sobre milicianos amigos de Flávio? Zero. Por Moisés Mendes

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Essas duas chamadas estão nas capas dos jornais na tarde dessa quinta-feira:

Defesa diz que repasses a agência de viagens usada por Lulinha não têm relação com Careca do INSS

Ex-assessora de Flávio na Alerj é alvo de denúncia por lavagem de dinheiro de seu filho miliciano

Imagine o impacto de cada uma. A primeira precisa de tradução para ser compreendida como ataque a Lulinha. Mas o que importa é manter o filho de Lula nas chamadas.

A segunda pode ser compreendida por uma criança. Mas essa irá desaparecer logo dos jornais, e Lulinha continuará nas capas e até no Jornal Nacional.

Porque a relação de Flavio com os milicianos (até homenagens ele fez a Adriano da Nóbrega, filho da ex-assessora) não provoca mais repercussão nenhuma, tem impacto quase zero. Porque é mais uma situação normalizada.

O miliciano Adriano da Nóbrega. Foto: Divulgação/Polícia Civil

Dizer que Flávio tem relação com as milícias não muda nada. Mas as pessoas acham que entendem o que significa a notícia sobre repasses a agência de viagens usada por Lulinha.

Se a chamada tiver Lulinha e Careca do INSS, já basta. Se tiver as palavras milicianos ou milícias, não surte efeito algum. São paisagens.

E na capa da Folha tem ainda esse release, como se tivesse saído da assessoria de imprensa da extrema direita:

“Flávio afirma que condução da economia em um governo seu será parecida com a do pai”.

Entenderam? Igualzinho ao pai. Como se fosse no tempo das capitanias hereditárias.