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Senador do PL teve boleto de R$ 51 mil pago por acusado de lavar dinheiro para o “Careca do INSS”

O senador bolsonarista Efraim Filho. Foto: reprodução

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou que Erik Janson Marinho, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a desvios no INSS, realizou o pagamento de um boleto de R$ 51 mil em nome do senador Efraim Filho, que deixou o União Brasil para se filiar ao PL em evento na Paraíba no último fim de semana. Erik é segundo suplente do parlamentar e foi alvo da Polícia Federal em uma das fases da Operação Sem Desconto. Com informações do Estadão.

A movimentação financeira foi identificada no curso das investigações e aparece em documento do Coaf que analisou operações consideradas atípicas. O senador não é investigado no caso, mas teve o nome citado no relatório por ter sido beneficiário da transação.

“Identificamos a realização de pagamentos de boletos de cobrança em nome de terceiros. Por amostragem, demonstramos os principais sacados: (…) 51.632,64 01 Efraim de Araújo Morais Filho”, diz o documento do Coaf.

Efraim Filho afirmou que solicitou ajuda ao suplente para quitar o boleto por não ter saldo disponível na data do vencimento. “Se trata de um boleto de um contrato privado meu. No dia do vencimento, eu não tinha o valor em conta. Pela nossa relação de suplente, perguntei se ele podia me ajudar a quitar o boleto, e ele disse que sim, e assim o fez”, disse.

Flávio Bolsonaro e Efraim Filho. Foto: reprodução

O senador também declarou que tentou devolver o valor, mas que o suplente não cobrou a quantia. “Quis pagar, mas acredito que pela relação de suplente, ele nunca decidiu me cobrar até hoje”, afirmou.

Erik Marinho foi alvo da Polícia Federal em dezembro, no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio vinculado a desvios no INSS. Segundo os investigadores, ele teria atuado em conjunto com o empresário conhecido como “Careca do INSS”, auxiliando na estruturação de empresas usadas para esconder bens e valores.

De acordo com a Polícia Federal, Erik e a esposa abriram empresas com capital social reduzido, utilizadas para ocultar a propriedade de aeronaves. “Já é possível afirmar que ERIK MARINHO se vinculou a ANTONIO em etapas relevantes do processo de lavagem de capitais, inserindo-se em fases específicas destinadas à ocultação e dissimulação de bens e valores”, diz trecho do relatório policial.