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Lula mantém Mercadante no BNDES e usa banco como vitrine eleitoral

O presidente Lula e o atual presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Foto: Divulgação

A campanha do presidente Lula à reeleição em 2026 definiu que o atual presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, não terá função formal na estrutura eleitoral. A orientação é que o dirigente permaneça concentrado nas atividades institucionais do banco, participando apenas de forma pontual como conselheiro em temas ligados à economia.

Segundo integrantes do entorno do presidente, a avaliação é de que Mercadante contribui mais para o projeto político permanecendo no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A estratégia considera que a visibilidade das ações do banco pode fortalecer a narrativa econômica do governo durante o período eleitoral.

Nesse desenho, o BNDES passa a ser tratado como uma vitrine da política econômica da atual gestão federal. A ideia é que resultados, financiamentos e programas ligados ao desenvolvimento industrial e à infraestrutura sejam apresentados como parte dos avanços do governo ao longo do mandato.

Aliados de Lula defendem que manter Mercadante na presidência do banco evita desgastes políticos e permite que ele atue com foco técnico. Ao mesmo tempo, a participação indireta em discussões econômicas da campanha deve ocorrer sem que ele assuma cargo formal na coordenação eleitoral.

Prédio do BNDES. Foto: Divulgação

A decisão também busca preservar a imagem institucional do BNDES durante o período pré-eleitoral. A avaliação dentro do governo é que a presença de Mercadante na estrutura da campanha poderia gerar críticas sobre uso político de uma instituição pública.

Com isso, o banco deve ganhar papel central na comunicação do governo sobre crescimento, investimento e geração de empregos. Integrantes da campanha consideram que os resultados do BNDES podem ser usados como exemplo de políticas econômicas que serão apresentadas ao eleitorado em 2026.

Mesmo fora da estrutura oficial, Mercadante continuará sendo ouvido em discussões estratégicas. A orientação é que ele participe como conselheiro informal, principalmente em temas ligados à economia, sem assumir posição de destaque na coordenação política da campanha.