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“Exótica”: como Flávio reagiu à decisão de Moraes sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro qualificou como “exótica” e “contraditória” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão domiciliar temporária de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista ao programa ‘Mais’, da GloboNews, nesta terça-feira (24), ele questionou as bases jurídicas da medida e destacou que a decisão não faz sentido no contexto da legislação brasileira.

“É uma decisão exótica porque traz mais uma inovação: uma prisão domiciliar humanitária provisória. Isso não existe na legislação”, afirmou o senador. O parlamentar argumentou que, se a saúde de seu pai corre risco no sistema prisional, não faz sentido estipular um prazo de 90 dias para o benefício. “Se a saúde dele melhorar em casa, ele volta para o lugar onde a saúde dele estava piorando?”, afirmou ele.

Ele afirmou que a família tomará novas providências para evitar problemas futuros, incluindo o acompanhamento permanente da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a contratação de apoio profissional. “Acredito que ele terá ali uma assistência de enfermagem ou médica. Isso terá que ser uma providência tomada pela família para evitar quadros de desequilíbrio ou quedas”, disse.

Michelle cuidando de Bolsonaro no hospital. Foto: Divulgação

O parlamentar também afirmou que o período em que Bolsonaro ficou detido na Superintendência da Polícia Federal foi marcado por condições inadequadas. Segundo ele, o local onde o ex-presidente foi mantido tinha apenas 3 metros por 4 metros, e ele ficava trancado por 22 horas por dia.

Embora a transferência para a unidade Prisional da Papudinha tenha sido solicitada pela defesa do ex-presidente, o senador afirmou que seu pai é um “inocente condenado”, alegando que o processo que levou à prisão tem motivações políticas.

Segundo o senador, o objetivo era retirar o ex-presidente da disputa eleitoral, e não fazer justiça pelas acusações em si. “Tudo o que a gente gostaria é que ele fosse julgado pelas acusações, e não pela capa do processo”, concluiu.