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Quem é a professora argentina da Unicamp presa por furto em laboratório

Soledad Palameta Miller. Foto: Reprodução

Soledad Palameta Miller, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), foi presa por furtar material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da universidade. Ela deve responder por furto qualificado e fraude processual.

Nascida em Rosário, Argentina, Soledad tem vínculos com a instituição desde 2014, quando ingressou como doutoranda, após se formar em Biotecnologia na Universidade Nacional de Rosário. A universidade instaurou uma sindicância interna para apurar o caso.

A professora obteve seu doutorado em Ciências, com foco em Fármacos, Medicamentos e Insumos para Saúde, pela Unicamp, em 2019. Ela trabalhou no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) entre 2017 e 2022, participando de projetos relacionados à imunoterapia contra o câncer.

Entre 2022 e 2025, Soledad realizou pós-doutorado na Unicamp, com pesquisas focadas em diagnóstico de doenças aviárias e na produção de vacinas veterinárias. No período, ela esteve no laboratório onde o furto ocorreu trabalhando em projetos sobre vacinas vetorizadas e protótipos de testes rápidos para doenças aviárias.

Laboratório da Unicamp interditado após furto. Foto: EPTV

Ela também contribuiu para o projeto Previr, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, voltado para a vigilância de vírus zoonóticos em animais silvestres. A professora tinha um histórico de envolvimento com pesquisas de relevância para a saúde pública.

O crime, que envolveu material biológico de um vírus, levou a uma investigação por parte da Polícia Federal, que também apura o crime de transporte irregular de organismo geneticamente modificado. O material foi encontrado após o cumprimento de mandados de busca e apreensão e foi encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise. O caso está sob sigilo na 9ª Vara Federal de Campinas.

A universidade não divulgou detalhes sobre o tipo de material furtado, mas confirmou que acionou a PF e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para investigar o episódio. A Unicamp se comprometeu a colaborar com as autoridades e tomou as medidas cabíveis em relação ao caso.