
O Irã rejeitou uma proposta de 15 pontos apresentada pelos Estados Unidos para encerrar a guerra, segundo a emissora estatal Press TV. O governo afirmou que não permitirá que o presidente Donald Trump determine o fim do conflito e que qualquer trégua só ocorrerá conforme os termos e cronograma estabelecidos por Teerã.
A proposta dos EUA foi considerada “excessiva” e o Irã reafirmou que encerrará a guerra quando suas condições forem atendidas. O governo iraniano acusou os americanos de não terem intenções genuínas de dialogar e de usar a proposta como uma manobra política.
O Irã ainda apontou que as negociações anteriores foram infrutíferas e que a atual oferta de paz não é mais do que uma tentativa de manipulação por parte dos EUA. O país delineou cinco condições principais para aceitar o fim da guerra, incluindo o cessar das “agressões e assassinatos”, o pagamento de reparações de guerra e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
Teerã também disse que a guerra deve ser encerrada em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos na região. A soberania sobre o Estreito de Ormuz, importante passagem marítima de petróleo, é uma das condições essenciais para o país, que a considera um direito natural e legal.

O plano dos EUA, entregue via Paquistão, envolve temas como programas nucleares, mísseis balísticos iranianos e rotas marítimas. O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, o que resultou em um aumento no preço do petróleo.
A Casa Branca estaria disposta a permitir que o regime iraniano permaneça no poder, mas em um estado enfraquecido e mais flexível, pelo menos temporariamente. Em resposta, um porta-voz do Irã ironizou as negociações, afirmando que os EUA estavam negociando “sozinhos” e que sua estratégia de poder se transformou em um “fracasso estratégico”.
O conflito, que começou oficialmente em 28 de fevereiro, foi uma escalada de tensões entre os EUA, Israel e o Irã, com a morte do líder supremo Ali Khamenei e a ascensão de seu filho, Mojtaba Khamenei, como sucessor.
Apesar da oposição iraniana, o governo dos EUA disse que houve algum progresso nas negociações, mas o país nega que esteja aceitando os termos ou negociando de fato.