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EUA deportaram modelo brasileira após ela denunciar amigo de Trump por violência doméstica

Donald e Melania Trump com Paolo Zampolli e Amanda Ungaro. Foto: reprodução

A deportação da ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, realizada em outubro de 2025 pelos Estados Unidos, ganhou novos contornos após revelações de que ela havia denunciado violência doméstica antes de ser retirada do país. Segundo informações do UOL, confirmadas por fontes com acesso ao caso, Ungaro procurou autoridades estadunidenses em 2023 para relatar abusos durante o processo de separação de Paolo Zampolli, aliado do presidente Donald Trump.

O caso veio à tona após reportagem do jornal New York Times indicar que a deportação teria ocorrido a pedido de Zampolli, que atua como enviado especial para Parcerias Globais. De acordo com a publicação, ele teria solicitado diretamente a um alto funcionário do ICE que garantisse a remoção da ex-modelo.

Ungaro confirmou que buscou ajuda das autoridades. “Foram 19 anos de relacionamento com idas e vindas, assédios, violência doméstica,cárcere privado e sexo sem consentimento”, afirmou.

A relação entre os dois começou quando Ungaro ainda era adolescente e iniciava a carreira de modelo. Ela também frequentou ambientes ligados ao bilionário Jeffrey Epstein, posteriormente condenado por abuso sexual de menores. Após a divulgação do caso, surgiram questionamentos sobre possível interferência política no processo de deportação.

A modelo brasileira Amanda Ungaro. Foto: reprodução

O ICE negou qualquer irregularidade e afirmou que a remoção ocorreu por razões legais. “O ICE prendeu, deteve e removeu Amanda Soares Ungaro-Felizardo porque ela é uma estrangeira ilegal criminosa que estava fraudando cidadãos americanos e colocando vidas em risco ao manter uma prática médica ilegal. Qualquer insinuação de que ela tenha sido presa e removida por razões políticas ou favores é FALSA”.

A agência também declarou que “o Sr. Lewandowski” não teve envolvimento no caso e reforçou que aplica a lei “sem medo ou favorecimento”.

Segundo o órgão, Ungaro foi presa na Flórida sob acusações de “fraude organizada, duas acusações de furto qualificado e exercício ilegal da medicina” relacionadas à atuação em uma clínica estética. O ICE informou ainda que o visto da brasileira havia expirado em novembro de 2019.

“Ela permaneceu ilegalmente no país após o vencimento de seu visto por quase seis anos, em violação às nossas leis de imigração. Um juiz de imigração emitiu uma ordem final de remoção contra ela em 15 de setembro de 2025. Ela foi removida em 1º de outubro de 2025. Ela e a criança estão juntas no Brasil”, disse o porta-voz.

O filho do casal, Giovanni, cuja guarda está em disputa, acompanhou a mãe ao Brasil, mas posteriormente teria retornado aos Estados Unidos. Durante o período de detenção, Ungaro não acionou autoridades consulares brasileiras.

Zampolli não respondeu diretamente aos questionamentos, mas afirmou em suas redes sociais que considera a reportagem “imprecisa”.

“Soa como um ataque direcionado às políticas de imigração da administração (Trump) — especialmente em um momento tão crítico, no qual votamos para financiar a Segurança Interna e proteger nossa nação e seus aliados durante um período de intenso trânsito global e alertas de segurança. Tenho orgulho de servir e de estar na linha de frente por meu país. Tudo o que faço é pelos Estados Unidos da América”, declarou.