
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participa nesta quinta-feira (26) da segunda audiência do processo judicial aberto contra ele nos Estados Unidos, no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. A sessão ocorre após o sequestro de Maduro em Caracas, em 3 de janeiro de 2026, durante uma operação conduzida pelos EUA. Sua esposa, Cilia Flores, também responde ao processo e comparece à nova etapa judicial.
A audiência está prevista para o meio-dia no horário de Brasília e será conduzida pelo juiz federal Alvin Hellerstein. A sessão deve tratar de questões preliminares do caso, como apresentação de provas, pedidos da defesa e da acusação, financiamento da equipe de advogados e eventuais decisões sobre o prosseguimento do processo ou pedido de arquivamento.
Maduro e Cilia Flores respondem a acusações apresentadas inicialmente em 2020 pelos EUA, entre elas narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de armamento pesado, conspiração criminosa internacional, lavagem de dinheiro e corrupção. Na primeira audiência, realizada em 5 de janeiro, os dois se declararam inocentes e não pediram liberdade sob fiança.
A defesa sustenta que o processo deve ser arquivado e alega violação de direitos constitucionais. Um dos pontos em discussão é a necessidade de autorização do governo dos EUA para que o advogado Barry Pollack receba honorários pagos pela Venezuela, em razão das sanções impostas por Washington. Os advogados afirmam que essa exigência compromete o direito de defesa.

Maduro e Flores estão detidos no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, em Nova York, uma unidade federal alvo de críticas recorrentes por superlotação, problemas estruturais e restrições severas. Informações publicadas sobre o caso apontam que os dois permanecem em alas separadas, sem contato direto, conforme regras aplicadas a corréus, enquanto a defesa também questiona as condições de custódia.
A audiência desta quinta-feira (26) não encerra o processo, mas pode definir como o caso seguirá daqui para frente. O juiz deverá decidir sobre pedidos preliminares, sobre o tratamento das provas e sobre a continuidade da ação. Até lá, Maduro e Cilia Flores permanecem sob custódia das autoridades norte-americanas à espera dos próximos desdobramentos.