
O deputado italiano Angelo Bonelli celebrou a decisão da Justiça do país que aceitou a extradição de Carla Zambelli (PL), e afirmou que “ninguém é intocável” se cometer crimes. Ele foi responsável por comunicar às autoridades locais o paradeiro da brasileira e pedir sua extradição à Justiça.
“Respeito a decisão do tribunal italiano que aceitou o pedido de extradição de Carla Zambelli feito pelo governo brasileiro. Minha ação foi guiada por um forte senso cívico, porque ninguém está acima da lei”, afirmou.
Ele ainda relembrou de uma fala da então deputada em junho de 2025, quando fugiu para a Itália. Na ocasião, ela disse que é “cidadã italiana” e, portanto, seria “intocável” no país. “Não há o que ele [Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal] possa fazer para me extraditar de um país onde eu sou cidadã, então eu estou muito tranquila quanto a isso”, afirmou.
Bonelli rebateu a fala: “Na Itália, ninguém é intocável se cometeu crimes”. “Agora, veremos o que o Supremo Tribunal de Cassação decide e, caso a decisão de extradição do Tribunal de Apelações de Roma seja mantida, o Ministro da Justiça do governo Meloni decidirá se Carla Zambelli será extraditada”, prosseguiu.
O parlamentar ainda disse torcer para que o governo da premiê de extrema-direita Giorgia Meloni não tenha “considerações políticas” no caso da bolsonarista.

Caso a Corte de Cassação mantenha a decisão de extradição, o próximo passo será a aplicação do procedimento previsto no artigo 708 do Código Penal italiano. O ministro da Justiça, Carlo Nordio, terá até 45 dias para decidir se autoriza a extradição. Se o prazo expirar ou se a decisão for negativa, Zambelli será libertada.
A defesa de Zambelli já anunciou que irá recorrer à Corte de Cassação, última instância judicial italiana.