
Carlos Bolsonaro passou a receber salário do Partido Liberal após deixar o cargo de vereador no Rio de Janeiro, em dezembro de 2025. De acordo com documentos, ele foi contratado como “dirigente partidário” em 16 de dezembro, um dia após formalizar a renúncia ao mandato. Com informações do Metrópoles.
Pela nova função, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro recebe salário bruto mensal de R$ 38 mil. Em janeiro, o valor líquido foi de R$ 27,8 mil. O montante supera o que ele recebia na Câmara Municipal, onde tinha remuneração bruta de R$ 24,7 mil.
Mesmo com o aumento em relação ao período como vereador, o salário é inferior ao pago a outras figuras da legenda. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e Michelle Bolsonaro recebem cerca de R$ 33,8 mil líquidos mensais.

À Justiça Eleitoral, o partido informou que Carlos desempenha “serviços técnico-profissionais”, justificativa usada também para a contratação de outros integrantes. A legenda não detalhou publicamente as atribuições específicas do cargo.
Questionado sobre as funções exercidas, Valdemar respondeu de forma informal. “Preciso de 3 Bolsonaros para dar conta do que o Bolsonaro fazia”, afirmou o dirigente partidário.
Carlos deixou o cargo de vereador no fim de 2025 e passou a ser apontado como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. Desde então, mantém atuação política vinculada à estrutura partidária.