
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou nesta quinta-feira (26) por telefone com o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, sobre a guerra no Oriente Médio. O conflito teve início após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país.
Segundo o Itamaraty, os ministros discutiram o estágio atual da guerra, a situação local e os impactos globais do confronto. Também foram abordadas as perspectivas para uma saída negociada.
A ligação ocorreu enquanto Mauro Vieira está em Paris, onde participa de reunião de chanceleres do G7. O contato com o representante iraniano ocorreu no mesmo dia.
De acordo com o governo brasileiro, um dos efeitos do conflito foi o aumento do preço do óleo diesel no Brasil, influenciado pelo fechamento do estreito de Hormuz, rota relevante para o transporte de petróleo e gás.

Durante a conversa, Mauro Vieira manifestou solidariedade às vítimas dos ataques militares no Irã. Desde o início da guerra, o chanceler brasileiro já manteve diálogo com representantes de 11 países.
No início do mês, o ministro foi convocado pela oposição na Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre a posição do Brasil em relação ao conflito. O requerimento foi aprovado após ausência de integrantes da base governista na comissão responsável.
Após os primeiros ataques, o Brasil divulgou posicionamento oficial condenando a ação dos Estados Unidos, apontando ruptura nas negociações que estavam em curso.
O conflito começou no fim de fevereiro, quando ataques iniciais atingiram o Irã. Em resposta, o país realizou ações militares na região. Autoridades iranianas também rejeitaram proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra e negaram negociações de curto prazo.
A guerra no Irã e seus desdobramentos regionais e globais, em especial no plano econômico, foram tratados em reunião entre o Ministro Mauro Vieira e o chanceler indiano Subrahmanyam Jaishankar em Vaux-de-Cernay, nos arredores de Paris, à margem da reunião de chanceleres do G7. pic.twitter.com/QZJLy7lYS2
— Itamaraty Brasil 🇧🇷 (@ItamaratyGovBr) March 26, 2026