
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se pronunciou sobre a treta do irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ele diz que a escolha do nome não tinha que passar por ela e cabe somente ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Em governo é assim, todo mundo fica chateado. Um partido é uma hierarquia. Tem que ter general, coronel, a tropa ali embaixo”, disse à coluna de Mariana Sanches no UOL. A declaração foi dada ao lado de Flávio na conferência CPAC, em Dallas, no Texas.
Eles esperavam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para conseguir uma foto ou uma declaração de apoio, mas o republicano não participou, pela primeira vez em uma década, do evento de extrema-direita.
“Ele confirmou que não vem? Tô sabendo agora. É sempre bom encontrá-lo. Mas, ele, poxa, está em meio a uma guerra com o Irã, os Estados Unidos são um país em guerra. Certamente é um assunto mais prioritário”, disse Eduardo ao saber que Trump não iria.

O ex-deputado usou a entrevista para atacar o presidente Lula e defender pautas da extrema-direita, como classificar facções como organizações terroristas. Ele comentou a ideia do governo americano e afirmou:
“Não sei em que termos eles falaram. Repare só: sábado é feito o evento com os presidentes de direita [da América Latina] e Trump na Flórida. Domingo, o chanceler [Mauro Vieira] para tudo o que está fazendo para ligar e pressionar Marco Rubio a não designar PCC e CV como organizações narcoterroristas. A quem serve esse governo?”.
Sobre cooperação internacional, ele disse que o Brasil “tem número de homicídios de países em guerra” e que “o brasileiro deve concordar que não está funcionando muito essa estratégia de quase duas décadas de PT, do Lula, de dar uma vida boa para esses bandidos”. “Eu faria essa parceria, o que o Trump está querendo oferecer é equipamento, inteligência”, prosseguiu.
Ele ainda acusou Lula de “buscar conflito com Trump para tentar aumentar números eleitorais”. “Quer tentar aumentar seu capital político, dizendo-se um defensor da soberania brasileira. Não vai colar. A oscilação [nas pesquisas] passa longe de ser suficiente para ele ganhar”, afirmou.