Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

VÍDEO – Octavio Guedes contraria colegas da GloboNews e diz que CPI do INSS virou “circo”

Octavio Guedes na GloboNews. Foto: Reprodução

Octavio Guedes, da GloboNews, afirmou que o pedido de prisão preventiva contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, feito pela CPMI do INSS expõe como o colegiado se tornou um “circo”. Para o jornalista, a comissão serviu mais para gerar “entretenimento” do que investigar os envolvidos no esquema.

Ele alegou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem dados obtidos por quebra de sigilo há meses na Corte e sequer chamou o empresário para prestar depoimento.

“Essa recomendação hoje de prisão do filho do presidente é mais uma prova de circo, picadeiro, milho e entretenimento. Veja bem o meu raciocínio, o segredo bancário fiscal do Lulinha está quebrado no processo sob relatoria do André Mendonça. Ou seja, há uma investigação sobre o Lulinha, sobre a relatoria do André Mendonça e até o momento ele sequer chamou o Lulinha para depor”, disse Guedes.

Guedes ainda afirmou que “até agora não encontraram nada que motivasse sequer o depoimento” do filho do presidente. “O André Mendonça é alguém que está blindando o Lulinha?”, questionou. Guedes ainda apontou que o pedido foi feito “para causar manchete” e gerar repercussão nas redes sociais.

A comissão acusou Lulinha de integrar “organização criminosa investigada” e ser “beneficiário de vantagens indevidas, entre as quais viagens custeadas por Roberta Luchsinger com recursos repassados por Antônio Carlos Camilo Antunes, Careca do INSS, líder da organização, além de indícios de recebimento de valores pecuniários identificados pela própria autoridade policial”.

Sou um defensor das CPIs, que já prestaram enormes serviços ao país, mas palhaçada não é para ser executada em CPI ou CPMI. CPI é coisa séria, quer fazer circo, bota um nariz vermelho no nariz e vai para o picadeiro”, completou.

Ao contrário de Guedes, seus colegas defenderam a CPMI e usaram a decisão que impediu a prorrogação do funcionamento do colegiado para atacar o Supremo. “Está claro pela fala dos ministros que a preocupação não era o roubo do INSS. A questão é que a CPMI do INSS avançou sobre o caso Master e expôs situações que eles não querem ver expostas”, disse Malu Gaspar.

Fernando Gabeira, por sua vez, disse que “existe uma ala formada no Supremo que é contra a investigação do INSS, mas sobretudo, a investigação do Banco Master. A turma do Resort, dos 129 milhões e do conseguiu bloquear”.