
A volta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Condomínio Solar de Brasília II, no Jardim Botânico, em Brasília, para cumprir prisão domiciliar, tem gerado reação negativa entre moradores do residencial. Após receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27), o ex-presidente retorna ao imóvel onde já viveu anteriormente, agora sob monitoramento com tornozeleira eletrônica e restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, Bolsonaro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes a cumprir a pena em regime domiciliar devido ao seu estado de saúde. Ele ficou internado por 14 dias no hospital DF Star antes de receber alta.
Mensagens de um grupo de WhatsApp de moradores, obtidas pelo Metrópoles, revelam insatisfação com o retorno do ex-presidente ao condomínio. Um dos participantes afirmou que a rotina no local deve voltar a ser um “verdadeiro inferno”. Outro relembrou episódios anteriores: “Vai ter carro de som e velho chorando em cima da bandeira como antes”.
Há também manifestações diretas de rejeição. Uma moradora comentou que estava “muito bom” o fato de Bolsonaro não estar mais vivendo no local e concluiu: “Péssimo ele voltar”. As falas refletem a preocupação com possíveis movimentações de apoiadores e impacto na rotina do condomínio.
Veja os prints:
Diante do cenário, a administração do Solar de Brasília II enviou um comunicado com orientações aos moradores sobre as regras que devem ser seguidas durante o cumprimento da prisão domiciliar. O documento reforça as determinações do STF, incluindo a proibição de aglomerações em um raio de até um quilômetro do condomínio.
Também foi estabelecido monitoramento na área externa da residência do ex-presidente, especialmente nas regiões próximas a imóveis vizinhos. A medida busca evitar movimentações que possam ser interpretadas como descumprimento das ordens judiciais.
No comunicado, o síndico alertou os moradores sobre a responsabilidade em relação aos visitantes. “Informo aos nossos moradores que observem com o máximo cuidado a rotina de entrada e saída dos seus visitantes, pois a determinação do senhor ministro do STF é clara e, caso ocorra qualquer tipo de ato que seja interpretado como descumprimento à ordem judicial, acarretará em infração judicial e suas consequências serão imediatas, bem como trará transtorno administrativo e jurídico ao condômino ou morador que autorizou a entrada”.


