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Bolsonarista, relator da CPMI do INSS é denunciado por suspeita de estupro contra menor

O deputado bolsonarista Alfredo Gaspar. Foto: reprodução

O deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça Neto (PL-AL) é alvo de uma notícia de fato protocolada na Polícia Federal nesta sexta-feira (27), com pedido de sigilo. O documento foi apresentado pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS).

A peça aponta, em tese, indícios de estupro de vulnerável e fraude processual. Segundo o documento, a acusação envolve violência sexual contra uma menina de 13 anos, com relato de gravidez e nascimento de uma criança.

O texto também menciona atuação posterior para impedir que o caso chegasse ao conhecimento das autoridades. As informações apresentadas têm como base o conteúdo protocolado pelos parlamentares junto à Polícia Federal.

Na sessão da CPMI ocorrida nesta sexta-feira (27) o parlamentar petista chamou Gaspar de “estuprador”, o que gerou um acalorado bate-boca entre ambos.

De acordo com os elementos reunidos, há referência à participação de um intermediário em negociações com o deputado ou com terceiros que atuariam em seu nome. O objetivo indicado seria evitar que o caso fosse levado à polícia e ao Judiciário.

O documento cita registros de um pagamento de R$ 70 mil já realizado, além de tratativas em andamento no valor de R$ 400 mil. Os valores estariam relacionados a acordos para manter silêncio sobre o caso.

Entre as medidas solicitadas à Polícia Federal estão a preservação de provas digitais, rastreamento de pagamentos, identificação de intermediários e verificação de registros civis ligados ao nascimento da criança.

Também foi solicitado que sejam adotadas providências para proteção da vítima, da criança e de possíveis testemunhas. O pedido inclui medidas de segurança diante do conteúdo das acusações.