
Kele Cristian Alves Pereira, uma brasileira procurada por homicídio no Espírito Santo, foi presa nos Estados Unidos após operação conduzida por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). A detenção ocorreu em 13 de março, na cidade de Everett, em Massachusetts, conforme divulgado pelo órgão nesta sexta-feira (27).
Segundo o ICE, a “imigrante ilegal” era alvo de mandado de prisão no Brasil e seguirá detida até a deportação. “Permanecerá sob custódia até ser deportada para o Brasil, onde enfrentará a justiça pelos crimes que lhe são imputados”, informou a agência. Em outra publicação, o órgão afirmou: “Você continua sendo um criminoso, independentemente do país em que reside”.
De acordo com informações do site Gnews USA, Kele vivia nos Estados Unidos trabalhando como faxineira e utilizava o nome falso “Kelly Cristian”. A identidade dela foi descoberta após um caso de furto de cartões de crédito, ocorrido em 2 de janeiro de 2026.
Na ocasião, uma cliente relatou o desaparecimento dos cartões após a prestação de serviço de limpeza. Compras não autorizadas foram registradas em um supermercado de Massachusetts, gerando prejuízo de aproximadamente US$ 2,5 mil. A brasileira foi detida ao sair do estabelecimento, o que levou à confirmação de sua identidade.
WANTED FOR MURDER in her home country of Brazil, ICE Boston officers and special agents arrested fugitive an illegal alien Kele Cristian Alves-Pereira at-large in an Everett, MA, targeted operation March 13.
She’ll remain in custody pending removal to face justice for her… pic.twitter.com/CqkN7IevgV
— U.S. Immigration and Customs Enforcement (@ICEgov) March 27, 2026
Ela responde ao processo ao lado de Randerles Neves de Oliveira, conhecido como “Rantaro”, e Renan Neves Santos. Os três são acusados de homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima. O caso já se encontra na fase final de instrução.
O Ministério Público informou que o processo em relação à acusada havia sido suspenso devido à ausência de localização. “Recentemente, foi comunicada ao juízo a informação sobre a localização da acusada no exterior, circunstância que deverá permitir o prosseguimento regular do processo também em relação a ela”, declarou o órgão.
A Polícia Civil do Espírito Santo afirmou que conduz a investigação por meio de inquérito policial e que, após a conclusão das diligências, o procedimento é encaminhado ao Ministério Público, responsável por eventual denúncia à Justiça.