
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, negou nesta sexta-feira (27) as acusações de estupro que passaram a circular após denúncia apresentada à Polícia Federal e afirmou estar disposto a realizar exame de DNA para afastar qualquer suspeita. Em conversa com jornalistas no Congresso, o bolsonarista disse não conhecer a suposta vítima e classificou as alegações como infundadas.
Gaspar reagiu diretamente às acusações envolvendo uma jovem, menor de idade à época, e a existência de uma criança de 8 anos.
“Eu estou aqui para fazer DNA do mundo inteiro. Eu tenho três filhas, uma está no céu e as outras estão em Alagoas. Eu não tenho mais filho fora [do casamento]. Segundo, essa moça que falou, ela tem uma filha de 8 anos, que é neta do meu primo. Ela é filha do meu primo, que teve uma relação com a mãe dela, há muitos anos atrás, quando eles ainda eram jovens. É isso que estão querendo imputar à mim, trocaram de nome, e ela disse que meu primo não praticou nenhum fato sexual forçado nem relacionado ao estupro”.
O deputado também afirmou desconhecer a jovem citada na denúncia. “Eu nem a conheço, como vou estuprar?”. Em seguida, reforçou que aceita colaborar com qualquer investigação. “Vocês deviam pedir o nome, o áudio e as provas. Tragam o sangue para o DNA ou algo, uma condição genética que eu cedo o meu”.
🇧🇷 URGENTE: Deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) nega indícios levados à PF por parlamentares governistas de suposto crime de estupro de vulnerável e diz estar pronto para fazer exame de DNA.
Em coletiva, o relator da CPMI do INSS afirmou que a criança citada na notícia de fato é… https://t.co/D9MGndPXvG pic.twitter.com/ZqhyTA1Ff1
— Eixo Político (@eixopolitico) March 28, 2026
Durante a entrevista, Gaspar ainda tentou deslocar o foco do caso ao criticar o governo federal. “Eu jamais seria homem para ter um filho longe de mim. Vocês têm um homem honrado na frente de vocês, mas vocês têm uma quadrilha na Presidência da República e na base do governo aqui”.
As declarações ocorrem após parlamentares apresentarem uma notícia de fato à Polícia Federal, com pedido de sigilo, apontando indícios de estupro de vulnerável e fraude processual. O documento menciona relato de violência sexual contra uma menina de 13 anos, com gravidez e nascimento de uma criança, além de suposta tentativa de impedir que o caso chegasse às autoridades.
Segundo os elementos apresentados, haveria atuação de intermediários para evitar a formalização da denúncia, com registros de pagamento de R$ 70 mil e negociações que poderiam chegar a R$ 400 mil para manter silêncio sobre o caso. Também foram solicitadas à Polícia Federal medidas como preservação de provas digitais, rastreamento de valores e identificação de envolvidos.
Gaspar afirmou que já tomou providências contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que levou o caso à CPMI. Na sessão desta sexta-feira, o parlamentar petista o chamou de “estuprador”, o que provocou um bate-boca entre os dois.