
Paulo Chuchu, ex-assessor de Eduardo Bolsonaro e um dos aliados mais próximos do ex-deputado, afirma ter rompido com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após anos de atuação ao seu lado. Segundo ele, Eduardo deixou de atendê-lo, o que fez com que passasse a se sentir usado politicamente. Nos últimos dias, Chuchu também deixou de seguir o ex-parlamentar nas redes sociais, num gesto que reforçou o afastamento entre os dois.
Segundo a Folha, o ex-vereador de São Bernardo disse ainda ter ficado incomodado por não ter sido convidado para a CPAC, conferência conservadora realizada em Dallas e na qual Eduardo Bolsonaro tem influência.
O último contato entre ambos ocorreu em novembro, quando Chuchu viajou aos Estados Unidos para visitar Eduardo, que se autoexilou no país. Apesar do rompimento com o ex-chefe, ele afirma que continua apoiando Jair Bolsonaro e os demais integrantes da família.
Com a saída do círculo mais próximo de Eduardo, Chuchu também deve deixar o PL e buscar uma nova legenda para disputar um mandato de deputado federal. O movimento ocorre após anos de trabalho como assessor parlamentar de Eduardo na Câmara dos Deputados.
A ruptura, porém, acontece num momento em que o nome de Paulo Chuchu também aparece ligado a outra frente de desgaste político e judicial.

Em 2023, Chuchu, então ligado à Câmara de São Bernardo, foi condenado pela Justiça de São Paulo a indenizar Renan Santos, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, por danos morais. A ação teve como base comentários feitos na rede social X.
De acordo com os autos, Renan relatou que, após publicar sua opinião sobre política, foi ofendido pelo parlamentar, que escreveu: “O paladino na política agora? Até hj não explicou a viagem à Ucrânia, para pegar mulheres pobres pq eram fáceis, tbm não explicou a denúncia de ESTUPRO que sofreu a algum tempo atrás!? Vc não passa de um playboy idiota de milhões de dívidas querendo lacrar na internet há anos”.
O caso foi analisado na 1ª Vara do Juizado Especial Cível. Segundo a sentença, o juiz Milton Gomes Baptista Ribeiro registrou que o vereador não compareceu à audiência de conciliação nem apresentou defesa, o que levou ao reconhecimento dos efeitos da revelia. Na decisão, o magistrado destacou que a liberdade de expressão não autoriza ataques pessoais contra a honra e a imagem de terceiros, ainda que os envolvidos sejam figuras públicas.
Chuchu foi condenado a pagar R$ 10 mil, com juros e correção, além de se retratar pelo comentário em até 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 50 mil. A decisão ainda cabe recurso.