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Lula define seu vice para a disputa pelo Planalto

Alckimin na Conferência Nacional da Indústria realizada em 2023. Fonte: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Geraldo Alckmin será novamente o vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva na campanha à reeleição, com a composição já definida, de acordo com a coluna de Lauro Jardim, no Globo.

O vice-presidente da República confirmou na última sexta-feira (28) que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) no próximo dia 2 de abril. A decisão foi tomada em função das regras de desincompatibilização eleitoral para as eleições de outubro.

Durante seminário sobre o acordo Mercosul-União Europeia, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo, Alckmin explicou os trâmites e afirmou que a vice-presidência não exige o mesmo afastamento.

De acordo com o vice-presidente, a data final para a saída do ministério seria 4 de abril, mas o feriado de sexta-feira santa no dia 3 antecipou o cronograma. “Cumprindo a legislação, a vice-presidência não tem desincompatibilização, mas do ministério tem. A data é 4 de abril, mas dia 3 é sexta-feira santa, então provavelmente dia 2 sairei do ministério”, declarou Alckmin.

Ministra do Planejamento, SImone Tebet, que concorrerá para vaga no Senado Federal. Fonte: Lula Marques/Agência Brasil

Ao comentar sobre a escolha de Simone Tebet como candidata de seu partido ao Senado por São Paulo, Alckmin destacou a trajetória política da ministra, que acumula passagens pelos Executivos e Legislativos municipais, estaduais e federal: “Reúne a experiência de quem foi prefeita, vice-governadora, senadora da República, ministra da República, e candidata a presidente com espírito público”.

A decisão sinaliza um alinhamento das articulações políticas para a sucessão no estado, onde o partido busca consolidar uma chapa competitiva. A opção por Tebet é vista como uma tentativa de unificar apoios em torno de um nome com forte apelo nacional. Além disso, a movimentação reforça a estratégia do governo federal de manter a base aliada coesa diante do calendário eleitoral que se aproxima.