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No CPAC, Flávio Bolsonaro compara pai com Trump e associa Lula a Maduro e ao PCC

O presidenciável Flávio Bolsonaro na conferência da CPAC, nos Estados Unidos. Fonte: REUTERS/Callaghan O’Hare

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou neste sábado (28) na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Dallas, no Texas. Em cerca de 15 minutos, com leitura em inglês por teleprompter, ele comparou a situação judicial de Jair Bolsonaro à do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez acusações contra o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu que a comunidade internacional acompanhe as eleições brasileiras de outubro.

Flávio foi apresentado pelo irmão, Eduardo Bolsonaro, que se descreveu como “ex-deputado federal em exílio”. Antes da fala, Eduardo gravou um vídeo e afirmou que mostraria ao pai. No início do discurso, o senador exibiu imagens de Jair Bolsonaro ao lado de Trump na Casa Branca, em 2019, durante participação na CPAC em 2023 e também já preso e em internação hospitalar.

Ao comentar as imagens, Flávio afirmou: “Eu sei que vocês me olham e pensam que me reconhecem de algum lugar […] a acusação formal [de Jair Bolsonaro] é similar à que o presidente Trump enfrentou: insurreição. […] Tentaram assassiná-lo, assim como tentaram fazer com Donald Trump. […] E agora ele está na prisão […] Nós brasileiros ainda estamos lutando.”

Na sequência, o senador criticou Lula e exibiu uma imagem ao lado de Nicolás Maduro, preso em Nova York. Ele chamou o petista de “socialista condenado por corrupção” e afirmou que o governo brasileiro teria atuado para impedir que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) fossem classificados como organizações terroristas pelos Estados Unidos, sem apresentar provas para a afirmação. O governo brasileiro não reconheceu o resultado da eleição presidencial mais recente na Venezuela, realizada em 2024, e cobrou transparência do processo eleitoral naquele país.

O parlamentar também citou o caso do funcionário do Departamento de Estado dos EUA Darren Beattie, que teve o visto cancelado após solicitar visita a Jair Bolsonaro na prisão, e afirmou que “o Brasil agora está expulsando diplomatas americanos”. Em outro trecho, declarou: “Ele [Lula] usou lobby pesado com certos conselheiros americanos para evitar que os dois maiores cartéis de drogas do Brasil fossem classificados como organizações terroristas.”

Na parte final, Flávio pediu que Estados Unidos e outros países acompanhem o processo eleitoral brasileiro. “Meu apelo aqui […] é este: observem a eleição do Brasil com enorme atenção. […] E apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente.” Ele negou que estivesse solicitando interferência estrangeira, criticou o governo de Joe Biden e afirmou que a oposição vencerá se houver liberdade de expressão e apuração correta dos votos. Ao encerrar, disse que pretende voltar ao evento no próximo ano como presidente do Brasil.