
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reagiu neste sábado (28) às declarações dos irmãos Eduardo e Flávio Bolsonaro durante participação na CPAC, nos Estados Unidos. Em publicação nas redes sociais, a ministra criticou a atuação dos dois no evento internacional.
“Os vendilhões da pátria não tomam jeito. Flavio Bolsonaro e seu irmão Eduardo, foragido da Justiça, estavam neste sábado nos EUA fazendo juras de subserviência a Donald Trump e espalhando mentiras sobre o Brasil”, escreveu Gleisi.
A ministra afirmou ainda que os dois não conseguem “disfarçar” o que classificou como projeto político alinhado a interesses estrangeiros. Na publicação, ela também mencionou a atuação da família Bolsonaro durante o período em que esteve no governo federal.
“Eles nem conseguem disfarçar que seu projeto é entregar o país aos interesses estrangeiros. Imaginam que o povo brasileiro esqueceu que essa família levou o país para o Mapa da Fome, destruiu nossa economia e é responsável pela morte de centenas de milhares de vítimas da Covid”, disse.
Os vendilhões da pátria não tomam jeito. Flavio Bolsonaro e seu irmão Eduardo, foragido da Justiça, estavam neste sábado nos EUA fazendo juras de subserviência a Donald Trump e espalhando mentiras sobre o Brasil. Eles nem conseguem disfarçar que seu projeto é entregar o país aos…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) March 28, 2026
Gleisi também citou acusações relacionadas à política externa e a medidas comerciais envolvendo os Estados Unidos. “E que conspiraram com os EUA para impor o tarifaço contra nosso país”, afirmou.
A ministra concluiu a mensagem com novas críticas à família Bolsonaro. “Tal pai, tal filho: o negócio deles é mentir e desafiar a democracia e a Justiça”, escreveu.
As declarações ocorrem após discursos de Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro na conferência conservadora CPAC. Durante o evento, os dois abordaram temas ligados à política internacional e ao papel do Brasil em cadeias estratégicas, como a exploração de minerais considerados críticos.
Entre os pontos citados, os bolsonaristas mencionaram o potencial brasileiro no fornecimento de terras raras e a relação com os Estados Unidos em temas econômicos e de segurança.