
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a reeleição decidiu focar em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e já traçou estratégias para atacar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O PT se prepara para usar dados e informações que possam desgastar Tarcísio, que, além de concorrer ao governo paulista, também coordenará a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado. A aproximação de Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto tem gerado uma disputa acirrada no segundo turno. As informações são do Metrópoles.
Entre os temas que serão explorados pela campanha petista, está o escândalo do Banco Master, que envolve doações financeiras feitas para as campanhas de Tarcísio e Bolsonaro. O PT pretende focar nas conexões do banqueiro Daniel Vorcaro com o bolsonarismo, destacando que “isso vai ser dito e ele [Tarcísio] vai ter que responder”. De acordo com um deputado petista, o partido quer enfatizar que o vínculo com o banco está mais próximo do governo estadual e do bolsonarismo, e não do PT.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Edu Andrade/Ascom/MF/DivulgaçãoA estratégia do PT em São Paulo inclui também a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo estadual e Simone Tebet (PSB) ao Senado. Além disso, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também pode ser uma aposta para compor a chapa. O objetivo do partido é garantir um bom desempenho no maior estado do Brasil, visto que o bom desempenho em São Paulo será crucial para a vitória nacional de Lula nas eleições de 2026.
Outro ponto de ataque contra Tarcísio será a privatização da Sabesp. O PT questiona o valor pelo qual a empresa foi vendida e já move ações no Supremo Tribunal Federal (STF). O partido pretende explorar os possíveis pontos frágeis no processo, como a venda abaixo do valor de mercado, para desgastar a imagem do governador. A gestão financeira de Tarcísio também será um alvo, especialmente em relação ao déficit nos anos de 2023 e 2025, e os empréstimos que o governo prepara para novos projetos.