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Flávio é escrachado por Gleisi após se posicionar contra PL da Misoginia

O senador Flávio Bolsonaro e a ministra Gleisi Hoffmann. Foto: Divulgação

Nesta semana, o Senado aprovou um importante Projeto de Lei de combate à misoginia, uma medida considerada essencial na luta contra a violência de gênero e a desigualdade entre homens e mulheres. No entanto, o senador Flávio Bolsonaro, que havia votado a favor da proposta, disse que, apesar do voto favorável, ele é contra o projeto e que sua “turma” vai trabalhar para derrubá-lo na Câmara dos Deputados.

A declaração foi criticada pela Ministra de Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que usou suas redes sociais para expressar indignação. “Pra encerrar o mês da Mulher, Flávio Bolsonaro avisou que, apesar de ter votado a favor, ele é contra o importante Projeto de Lei de combate à Misoginia que o Senado aprovou esta semana. E disse que turma dele vai trabalhar para derrubar a proposta na Câmara.”

“A farsa do voto a favor não durou nem uma semana até cair a máscara, numa entrevista que ele deu durante a reunião da extrema-direita global lá nos EUA”, escreveu, referindo-se à declaração de Flávio durante uma reunião da extrema-direita global nos Estados Unidos.

Gleisi, ao denunciar Flávio Bolsonaro, não poupou críticas à postura do político e de sua família. “Tal pai, tal filho: são mentirosos e misóginos esses Bolsonaros; não respeitam a verdade nem as mulheres, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo”, afirmou a petista.

Na terça-feira (24), o Senado aprovou um projeto de lei que classifica a misoginia como crime, equiparando-a ao crime de racismo. O texto, aprovado por unanimidade, define a misoginia como “a conduta que expressa ódio ou aversão às mulheres, fundamentada na crença na supremacia do gênero masculino”.

A proposta sugere uma alteração na Lei do Racismo, incluindo a misoginia como crime de discriminação. As penas para o crime variam de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa.

De acordo com o texto, estarão sujeitas a essas normas, por exemplo, a injúria ou ofensa à dignidade ou ao decoro motivada por misoginia, assim como a prática, indução ou incitação à discriminação ou preconceito com base em razões misóginas, com pena de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa.

O PL 896/2023 é de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e tem como relatora a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).