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VÍDEO: Eduardo Bolsonaro afirma que pai usará prisão domiciliar nas articulações eleitorais

Jair e Eduardo Bolsonaro. Foto: reprodução

Mesmo em recuperação após receber alta hospitalar e voltar temporariamente à prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve seguir no centro das articulações políticas para as eleições deste ano. A avaliação foi feita por Eduardo Bolsonaro durante participação no CPAC, conferência da direita conservadora realizada nos Estados Unidos.

Segundo o ex-deputado, o ex-presidente continuará mantendo contato com aliados por meio de visitas autorizadas, apesar das restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “É claro que vão falar de política”, afirmou, ao sustentar que, no caso de Bolsonaro, a vida pública e a vida privada permanecem sobrepostas.

A prisão domiciliar foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes por 90 dias, após Bolsonaro ser diagnosticado com pneumonia bacteriana por broncoaspiração.

A medida impõe uma série de limitações, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de acesso a redes sociais e vedação a outros meios de comunicação, além de restringir as visitas a familiares, advogados e profissionais de saúde. Ainda assim, Eduardo afirma que o pai continuará exercendo influência sobre o campo conservador, no qual segue sendo a principal referência para pré-candidatos que buscam apoio político.

Bolsonaro cumpre desde novembro do ano passado a pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta no processo por tentativa de golpe de Estado. A análise sobre as condições de cumprimento da pena continua sob responsabilidade do STF.

O ex-presidente foi condenado por seis crimes: organização criminosa armada; tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência; grave ameaça ao patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado. Mesmo com a condenação e as restrições judiciais, aliados avaliam que sua capacidade de articulação eleitoral deve permanecer ativa.

Paralelamente, a defesa de Bolsonaro pediu ao STF a flexibilização das regras de visita, especialmente para os filhos. Pela decisão em vigor, Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan só podem visitá-lo às quartas-feiras e aos sábados, em horários restritos.

Flávio, porém, tem uma exceção: por integrar a equipe de advogados do pai e ser apontado por Bolsonaro como nome para tocar seu projeto político, ele pode ter acesso diário, inclusive em fins de semana e feriados, por até 30 minutos entre 8h20 e 18h.

Familiares que vivem com o ex-presidente no condomínio do Jardim Botânico, em Brasília, não estão sujeitos às mesmas restrições. É o caso de Michelle Bolsonaro, da filha Laura e da enteada Letícia Firmo. Os advogados pedem que Alexandre de Moraes reveja esse ponto e amplie o acesso de todos os filhos, sem limitação de dias específicos.

Bolsonaro voltou ao regime domiciliar na sexta-feira (27), após 14 dias internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo a equipe médica, ele está em fase de “convalescença”, e a recuperação completa pode levar de três a seis meses.