
A vereadora de São Paulo Janaína Paschoal (PP-SP) voltou a questionar publicamente a viabilidade da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República em 2026. Em publicação no X, ela criticou o desempenho do parlamentar e a dificuldade da direita em se unificar em torno de seu nome.
“Gente, só de assistir à entrevista de Flávio Bolsonaro (…) já fica nítido que esse rapaz não tem a menor condição de enfrentar ninguém nos debates. Nem precisa ser Lula o adversário!”, escreveu. Para Janaína, o senador teria dificuldades mesmo diante de candidatos menos competitivos e lembrou: “Vale lembrar que ele desmaiou, ao debater em busca de cargo bem mais simples!”.

A vereadora também avaliou que não há espaço para unidade no campo conservador com essa candidatura. “Não tem como a direita se unir em torno dessa candidatura, não importa o barulho que façam nas redes!”, afirmou, sugerindo mudanças no cenário. “Vamos aguardar dia 4 (…) e abraçar uma candidatura de verdade!”.
Gente, só de assistir à entrevista de Flávio Bolsonaro, tentando explicar os motivos de ter votado a favor de um projeto de lei, ao qual se diz contrário, já fica nítido que esse rapaz não tem a menor condição de enfrentar ninguém nos debates. Nem precisa ser Lula o adversário!…
— Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil) March 29, 2026
As críticas se estenderam a uma troca de mensagens com Jair Renan Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Questionada sobre alternativas, Janaína citou cinco nomes que considera mais competitivos: os governadores Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além da senadora Tereza Cristina e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Não faltam opções melhores que seu irmão”, escreveu.
Jair Renan respondeu que a vereadora tem “coragem de se posicionar”. Janaína afirmou desejar “o bem da família”, mas reforçou a necessidade de outro nome. “Acredito que deveríamos buscar aglutinar forças em outra candidatura”, disse.
As declarações ampliam uma sequência de críticas feitas pela vereadora nos últimos meses. Em fevereiro, ela afirmou que Flávio “não tem nenhuma chance de se eleger presidente” e apontou um afastamento de lideranças políticas. “Reparem como líderes partidários estão se distanciando (…) essas pessoas sabem onde está e onde estará o poder”, escreveu.
As falas provocaram reação de integrantes do clã Bolsonaro, como Carlos Bolsonaro, que acusou, sem citar nomes inicialmente, a existência de ações “planejadas” para enfraquecer indicações do ex-presidente. O embate ocorre em meio à disputa interna por nomes da direita para 2026, com governadores e lideranças políticas sendo cotados para a corrida ao Planalto.