
É provocativo e atrevido e vai mexer com o fascismo o texto de apresentação, no site da TV Cultura, do Roda Viva dessa segunda-feira. Começa assim:
“Na última edição do Mês da Mulher, o Roda Viva recebe a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), nessa segunda-feira (30), ao vivo, às 22h”.
E o site completa:
“Eleita nesse mês presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, ela se tornou a primeira mulher trans a ocupar o cargo na história do colegiado”.
Esse é o jornalismo que, por não ter medo da cara feia da extrema direita, chama Erika de mulher trans e enfatiza que ela será a entrevistada na última edição do programa no Mês da Mulher.
Parabéns ao jornalista que fez o texto. A entrevista vai incomodar o bolsonarismo que se articulou de novo para vestir perucas e agredir Erika e todas as pessoas transexuais.
Essa gente violenta e cruel só não precisa de nenhum adereço para se apresentar como é. Muitos deles são, além de fascistas, sonegadores, contrabandistas, lavadores de dinheiro e agiotas.
É gente barra pesada, ainda impune, apesar dos ataques organizados e incentivados contra gays, trans, mulheres, negros e indígenas.
O que o Ministério Público faz? O MP quase sempre fica olhando de longe, quando eles agem em grupo ou de forma articulada. Como é o comportamento padrão das instituições nessas circunstâncias em que a liberdade de expressão é defendida ao lado da liberdade de exalar ódio, preconceito e violência.

Esse Roda Viva imperdível será apresentado por Ernesto Paglia, com a seguinte bancada de entrevistadores:
Anna Virginia Balloussier, repórter especial da Folha de S.Paulo; Caê Vatiero, jornalista da Transmídia e Artigo 19; Clarissa Oliveira, analista de política na CNN Brasil; Fabio Turci, jornalista; Luh Maza, cineasta; e Thiago Amparo, professor na FGV-SP e presidente da Comissão de Direito Internacional da OAB. O programa também tem a participação do cartunista Eduardo Baptistão.