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CPI faz “trabalho político”, diz Kakay sobre pedido de prisão contra Lulinha

Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha. Foto: Reprodução

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que o pedido de prisão de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, foi um “ato irresponsável” da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e tem motivação eleitoral. Para ele, a comissão está “cavando o próprio fim”.

“Como advogado, já atuo há muitos anos em CPI, a debacle da CPI, a CPI está desmoralizando, nós temos que deixar de existir”, disse o advogado ao GGN. Ele também contestou o argumento de que Lulinha estaria tentando fugir do país.

“Como é que ele pode pedir a prisão de alguém que está com a família, os filhos colocados em escola, trabalhando em outro país, para dizer que quer ser evadido?”, prosseguiu. Segundo ele, a defesa já havia solicitado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o depoimento fosse tomado, com disposição de comparecimento.

Para Kakay, a medida atende a interesses políticos. “Num ato irresponsável, o relator faz um trabalho político e não vai ser responsabilizado por nada, pedindo a prisão para quê? Para que isso possa ser usado nas eleições”, acrescentou.

O advogado criminalista Kakay. Foto: Reprodução/TV GGN

Ele também afirmou que a quebra de sigilo bancário não apontou irregularidades: “Foi feito um checklist, não há nenhum problema, nenhuma irregularidade”.

O criminalista explicou ainda que o valor de R$ 19 milhões divulgado decorre de movimentações contábeis repetidas. “Tem certas quebras que servem para inocentar as pessoas. Você faz uma quebra de sigilo, ela demonstra que não há nenhuma irregularidade.”

Ele também reclamou da condução das investigações nas CPIs. “São quebras [de sigilo] a granel. Há um pedido de dez pessoas votado no mesmo dia, sem nenhuma fundamentação. É um absurdo”, apontou. Para Kakay, o modelo atual compromete a credibilidade e o funcionamento das comissões.

Ele também detonou a GloboNews por PowerPoint tentando ligar o escândalo do Banco Master ao PT e ao presidente Lula. “Era tão ridículo o PowerPoint que eu duvidei da veracidade dele”, relatou. Ele disse ter ficado “horrorizado” com o episódio e questionou: “Como é que uma empresa da credibilidade desta coloca um PowerPoint desse criminoso no ar? Há uma orquestração por trás. É gravíssimo”.