
O presidente Lula pediu ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que desista da candidatura ao Senado por Minas Gerais e permaneça no governo. Segundo interlocutores ouvidos pela coluna Painel na Folha de S.Paulo, ele indicou que deve atender ao pedido.
A solicitação ocorre em meio a mudanças no núcleo do governo, com saídas de nomes como Fernando Haddad, Rui Costa e Gleisi Hoffmann. O objetivo é manter a estabilidade da equipe responsável pela articulação política e econômica.
Silveira é considerado um aliado próximo do presidente e pode assumir funções estratégicas caso permaneça no cargo. A expectativa é que ele atue tanto na interlocução com o mercado quanto na articulação política, aproveitando sua experiência como ex-senador.
O ministro também deve participar da coordenação da campanha de reeleição de Lula, com foco em Minas Gerais, estado considerado estratégico no cenário eleitoral. Aliados afirmam que ele está disposto a abrir mão da candidatura para atender à orientação do presidente.

A permanência de Silveira é interpretada como um gesto político em direção ao PSD. Mesmo com o lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência, integrantes da sigla seguem no governo.
Além de Silveira, o ministro André de Paula também deve continuar no cargo. A decisão reforça a estratégia do governo de manter diálogo com partidos aliados em meio à reorganização política.
O movimento indica a prioridade do governo em preservar quadros considerados centrais para a condução de políticas e articulações, especialmente em um momento de transição interna e preparação para o próximo ciclo eleitoral.