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“Escolas Conectadas”: Programa do BNDES leva internet a quase um milhão de estudantes

Camilo Santana e Lula de mãos dadas e braços erguidos
O ministro da Educação Camilo Santana e o presidente Lula em evento – Divulgação/PR

A expansão da internet nas escolas públicas brasileiras avança com a atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Comunicações (MCom). A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e prevê levar conexão de alta velocidade a cerca de 990 mil estudantes. Até o momento, mais de 99 mil escolas já contam com internet de qualidade voltada ao uso pedagógico.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (30), em evento realizado em Brasília com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e Camilo Santana (Educação). A Enec já atende aproximadamente 24 milhões de alunos em todo o país. Durante o evento, foi anunciada a contratação de internet para 16,7 mil escolas, com meta de universalizar o acesso até o fim de 2026.

Expansão da conectividade com apoio do BNDES

O BNDES atua na ampliação da infraestrutura digital por meio de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). A iniciativa alcança cerca de 2,7 mil escolas públicas, com impacto potencial em aproximadamente 1 milhão de estudantes, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Duas seleções públicas conduzidas pelo banco somam R$ 113,3 milhões em investimentos. A primeira, lançada em 2024, destinou R$ 60 milhões para conectar 1,5 mil escolas, beneficiando cerca de 580 mil alunos. Até março de 2026, 1.260 unidades já estavam conectadas, incluindo cidades como Manaus, Santarém, Belém e João Pessoa.

A segunda seleção, iniciada em dezembro de 2025, prevê R$ 53,3 milhões para atender 1.258 escolas, com potencial de alcançar 410 mil estudantes. As empresas selecionadas estão em fase de análise pelo banco, com previsão de implantação completa da conectividade e prestação de serviço por 24 meses.

Infraestrutura e qualidade da conexão

A estratégia inclui não apenas o acesso à internet, mas também a instalação de redes internas e monitoramento contínuo da qualidade da conexão. Os avanços já são registrados em três áreas principais:

  • Energia elétrica: 136.525 escolas com infraestrutura adequada (98,9%);
  • Velocidade de internet: 102.338 escolas com conexão adequada (74,1%);
  • Wi-fi escolar: 101.559 unidades com cobertura para uso pedagógico (73,5%).

Na Região Norte, o número de escolas com conectividade adequada passou de 4.803 em 2023 para 12.714 em 2026. Em áreas rurais, o total subiu de 17.367 para 34.913 escolas. Também houve ampliação em comunidades indígenas e quilombolas, com mais de 3.700 unidades atendendo aos critérios nacionais.

Investimentos e metas da estratégia nacional

A Enec prevê investimentos totais de R$ 8,8 bilhões, sendo R$ 6,5 bilhões oriundos do Novo PAC. Desse montante, R$ 2,6 bilhões já foram executados. Criada em 2023, a política tem como objetivo universalizar a conectividade nas escolas públicas de educação básica, com base em padrões definidos pelo Indicador Nacional de Escolas Conectadas (Inec).

Além da infraestrutura, a estratégia inclui ações voltadas ao uso pedagógico da tecnologia. Atualmente, 20 estados já incorporaram educação digital e midiática em seus currículos. Programas de formação docente também foram ampliados, com mais de 180 mil participações registradas e 82 cursos disponíveis, totalizando mais de 471 mil certificados emitidos.

Educação digital e uso de tecnologia nas escolas

O Ministério da Educação (MEC) apoia mais de 4.700 redes de ensino com recursos digitais e materiais didáticos voltados ao ensino médio. A política também inclui orientações sobre o uso de celulares em sala de aula e diretrizes para aplicação da inteligência artificial na educação.

A iniciativa reúne ações do governo federal, estados e municípios para ampliar o acesso à tecnologia no ambiente escolar, com foco na conectividade, no uso pedagógico e na formação digital de estudantes e professores.