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Militares israelenses lucram com apostas sobre bombardeios no Irã, apontam investigações

Militares israelenses em ação

Integrantes da Força Aérea de Israel estão sendo investigados por utilizarem informações sigilosas para realizar apostas em plataformas sobre operações militares contra o Irã.

Segundo relatos publicados pelo jornalista Aluf Benn, do Haaretz, ao menos um militar admitiu ter lucrado dezenas de milhares de dólares ao apostar na data de bombardeios contra instalações nucleares iranianas.

As investigações indicam que militares com acesso a dados estratégicos teriam utilizado essas informações para obter ganhos financeiros em sites como o Polymarket.

Um dos suspeitos afirmou durante interrogatório que a prática era disseminada dentro da corporação: “Todo o esquadrão está no Polymarket, toda a força aérea está apostando” . Dois investigados seguem detidos, enquanto outros casos continuam sob apuração.

O episódio levanta preocupações sobre o uso indevido de informações militares e possíveis violações éticas dentro das Forças de Defesa de Israel. De acordo com os relatos, membros da elite operacional, incluindo pilotos, deixavam reuniões estratégicas para realizar apostas antes do início de missões, utilizando conhecimento privilegiado sobre operações em curso.

O caso também reacende lembranças de episódios anteriores envolvendo condutas questionadas em períodos de conflito, como a venda de ações pelo então chefe do Estado-Maior, Dan Halutz, no início da guerra do Líbano, em 2006. À época, a decisão gerou críticas públicas por envolver interesses financeiros em meio a operações militares.

Especialistas apontam que o crescimento de plataformas de “mercados de previsão” ampliou o alcance desse tipo de prática. O modelo ganhou visibilidade após prever resultados eleitorais recentes nos Estados Unidos.

A prática se disseminou entre diferentes unidades, ampliando preocupações internas sobre integridade institucional. Autoridades ainda não detalharam todas as medidas disciplinares, mas o caso segue em investigação e pode resultar em novas acusações.