Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

A ofensiva preparada pelo PT contra Flávio Bolsonaro nos próximos meses

Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O Partido dos Trabalhadores (PT) está se preparando para uma ofensiva digital contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), prevista para começar em abril. A estratégia surge após pesquisas de intenção de voto indicarem um empate técnico entre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente Lula nas eleições de 2026, o que gerou preocupação no Palácio do Planalto.

Segundo a coluna de Paulo Cappelli, no Metrópoles, a cúpula petista montou equipes para realizar um minucioso levantamento de temas que possam prejudicar a imagem de Flávio, com o objetivo de aumentar sua rejeição entre o eleitorado de centro.

Entre os assuntos que serão explorados estão as investigações sobre as “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e a possível influência do senador na gestão de hospitais federais no estado.

O PT planeja resgatar vídeos, depoimentos e documentos que apontam irregularidades em contratos e nomeações de cargos nas unidades de saúde do Rio de Janeiro. A ofensiva digital também inclui a divulgação de vídeos curtos para as redes sociais, destacando enriquecimento incompatível de Flávio e suas ligações com autoridades fluminenses.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro

Nos bastidores, o PT avalia que, nos últimos meses, Flávio Bolsonaro conseguiu suavizar sua imagem e consolidar apoio entre a direita. A ofensiva de abril será um movimento estratégico para frear seu crescimento político e manter a vantagem nas eleições presidenciais de 2026.

Apesar de as investigações e ataques estarem sendo planejados, o PT optou por aguardar o fim da janela para trocas partidárias e o prazo de desincompatibilização, que termina em 4 de abril, antes de iniciar os ataques contra Flávio Bolsonaro. Essa decisão visa evitar provocar uma reorganização precoce da direita e dar tempo para que o cenário político se defina.

Uma das principais expectativas do PT é ver se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deixará o cargo até 4 de abril para poder se candidatar à Presidência. O movimento pode afetar diretamente a dinâmica da oposição.