
O Estadão mantém essa chamada na capa da versão online desde ontem pela manhã:
“Haddad só bate Tarcísio entre jovens e idosos, mais ricos e mais escolarizados, aponta Atlas/Estadão”
É uma chamada tipo powerpoint da Andréia Saddi, porque a palavra “só” não faz sentido. Como “só” entre jovens, idosos e mais escolarizados? Só isso? O vasto contingente de jovens, idosos e mais escolarizados fica resumido a um “só” na capa do Estadão?

E ainda faltou dizer no título o que talvez seja o mais importante: que Haddad vence o extremista moderado na capital, com 47,4% das intenções de voto, contra 41,5% do bolsonarista.
Entre os eleitores de 16 a 24 anos, Haddad lidera com 40,5%, enquanto Tarcísio marca 33,6%.
A pesquisa informa: Tarcísio domina as faixas etárias intermediárias e atinge sua maior vantagem entre 45 e 59 anos, com 63,9% contra 28,4% de Haddad.
Resumindo: o tiozão do zap é o perfil clássico do eleitor de Tarcísio e do bolsonarismo em geral. Sua síntese é o tio de camiseta amarela que aparece na Paulista nas aglomerações do Malafaia.
(Vejam o detalhe dos “mais ricos” na manchete. Tem powerpoint em todos os formatos.)