
O ativista Thiago Ávila foi deportado pela Argentina nesta terça-feira (31), após ser detido ao chegar ao país, segundo informações divulgadas por sua equipe. De acordo com o grupo, as autoridades argentinas justificaram a medida afirmando que ele “não é bem-vindo”.
A decisão gerou reação de aliados e parlamentares locais, que tentaram obter informações sobre a situação do brasileiro no aeroporto, mas não conseguiram contato com ele. Em vídeo publicado na página do ativista, a esposa de Thiago Ávila, Laura Souza, relatou que ele foi abordado em Buenos Aires, separado da família e mantido sob custódia com ordem de deportação.
Segundo ela, a previsão é que o ativista seja enviado a Barcelona na manhã de quarta-feira (1º), dando continuidade à agenda já prevista. Ainda conforme a equipe, Thiago também foi informado de que não poderia se manifestar publicamente em território argentino.
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As informações divulgadas pelos responsáveis pela comunicação do ativista indicam que policiais afirmaram que a decisão de barrar a entrada dele partiu de “do mais alto nível”. O destino final, porém, ainda é tratado com incerteza.
Thiago tem uma passagem marcada para Barcelona como parte de uma viagem rumo a uma missão humanitária em Gaza, mas, segundo a equipe, as autoridades argentinas também tentam enviá-lo ao Uruguai.
A deportação ocorreu em meio à programação da Global Sumud Argentina, projeto ligado à Global Sumud Flotilla, iniciativa internacional que seguiu rumo à Faixa de Gaza em outubro de 2025.
Na ocasião, a travessia tinha a proposta de abrir um corredor humanitário na região e reuniu ativistas de diversos países. Thiago Ávila participou da ação ao lado de outros nomes conhecidos da mobilização internacional, entre eles a sueca Greta Thunberg.