Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

PL quer a cassação de Soraya Thronicke para defender deputado denunciado por estupro

A senadora Soraya Thronicke. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O PL vai pedir a cassação do mandato da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) após as acusações feitas por ela contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPI do INSS. A ofensiva do partido de Jair Bolsonaro ocorre depois de Soraya repercutir, durante a leitura do relatório final da comissão, as suspeitas de estupro de vulnerável e fraude processual envolvendo o parlamentar alagoano. A senadora também acionou a Polícia Federal, junto com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), para pedir investigação sobre o caso.

Na representação que será direcionada ao Conselho de Ética, o PL sustenta que a conduta de Soraya configurou crime de calúnia e uma “evidente quebra de decoro parlamentar”. Como o colegiado ainda não foi instalado neste ano, a tendência é que o caso seja encaminhado diretamente à Mesa do Senado.

O partido quer a abertura de processo disciplinar contra a senadora e defende que, ao final, seja aplicada punição compatível com a gravidade dos fatos, incluindo a perda do mandato.

As acusações contra Alfredo Gaspar foram feitas na sexta-feira (27), durante a sessão final da CPI do INSS, que pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas Lulinha, Daniel Vorcaro e ex-ministros dos governos Lula e Jair Bolsonaro.

Segundo Lindbergh e Soraya, a denúncia envolve um caso em que uma adolescente de 13 anos teria engravidado de Gaspar, dando à luz uma criança que hoje teria 8 anos. De acordo com os parlamentares, a avó da criança teria sido registrada como mãe da vítima, numa tentativa de ocultar a paternidade atribuída ao deputado.

O deputado bolsonarista Alfredo Gaspar. Foto: reprodução

Além disso, os denunciantes afirmam que um intermediário de Gaspar teria oferecido R$ 70 mil para que a mulher mantivesse silêncio, com outros R$ 400 mil sendo negociados para garantir impunidade. Segundo eles, provas e prints de conversas foram enviados à Polícia Federal sob sigilo, com pedido de preservação dos elementos e de proteção à vítima e às testemunhas.

Alfredo Gaspar nega as acusações e afirma que o caso mencionado envolve, na verdade, um primo seu, Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relação com uma mulher de 21 anos quando ainda era menor de idade.

Segundo a versão apresentada por sua defesa, a história foi mal interpretada e não teria relação com estupro. O PL alega ainda que, enquanto os acusadores não apresentaram prova conclusiva, Gaspar já deu esclarecimentos sobre o episódio.

Mesmo assim, Soraya Thronicke e parlamentares do PT mantêm a pressão para que o deputado faça um exame de DNA. Nas redes sociais, a senadora escreveu: “Alfredo Gaspar, pare de falar e submeta-se a um exame de DNA, só isso! Suas ‘supostas/possíveis’ vítimas já estão sob a tutela do Estado, e o que lhe resta é produzir a prova, nada mais”. Ela afirma que se retratará caso a inocência do relator seja comprovada.